Aldo deve abrir mão de candidatura a prefeito em São Paulo para apoiar Marta
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Depois de resistir aos apelos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) deverá ceder à pressão, abrindo mão de sua candidatura à prefeitura de São Paulo. Nos próximos dias, Aldo deve anunciar seu apoio à candidata do PT, Marta Suplicy. Em contrapartida, os petistas darão o lugar para ele de vice-prefeito na chapa de Marta.
As negociações para o fim do bloquinho (PC do B, PSB, PRB e PDT) e o apoio coletivo do grupo à Marta ganharam mais força nos últimos dois dias. Nesta sexta-feira haverá uma reunião em São Paulo capitaneada pelo PT para alinhavar a participação das legendas na reta final da campanha eleitoral.
Aldo aceitou abrir mão da candidatura porque teria pesado uma conversa com o PSB. O presidente da legenda, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, expôs que seu partido sempre foi fiel a Lula e que ele particularmente tem uma relação com o presidente que quer preservar.
Os argumentos de Campos pesaram tanto para Aldo como também para os comandos do PDT e do PRB que decidiram unidos pela parceria com Marta. Mas querem estabelecer critérios bem claros para essa aliança. O principal deles é que Aldo será o nome consensual para a vice-prefeito.
Lula
Na última terça-feira, Lula jantou com os integrantes do PC do B, PSB, PRB e PDT e do PT no Palácio da Alvorada. Na conversa, o presidente apelou para um acordo comum de apoio integrado em São Paulo, no Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Mas os aliados afirmaram que havia dificuldades localizadas no Rio e em BH.
No Rio de Janeiro, a candidata do PC do B, Jandira Feghali, tem a simpatia de Lula e de vários petistas, mas esbarra nas resistências do candidato do PT, Alessandro Molon, em abrir mão de sua candidatura. Assim, na prática, Feghali e Molon estarão em palanques opostos, pelo menos no primeiro turno das eleições.
Em Belo Horizonte, o PDT quer lançar o ex-deputado Sérgio Miranda a prefeito. Em meio às explicações detalhadas sobre o que ocorria em cada capital, o presidente disse que ainda acreditava na possibilidade de avanços e que outras conversas seriam marcadas.
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