Brasil
20/06/2008 - 07h45

"Espírito" das cortes é de não restringir imprensa, diz STF

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da Folha de S.Paulo

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, afirmou à Folha estar "preocupado" com decisões judiciais que "culminam por inibir, restringir e asfixiar" a liberdade de imprensa. Já o presidente do STF, Gilmar Mendes, disse que "o espírito" das cortes superiores do país é de não restringir a cobertura jornalística.

Ambos foram questionados sobre decisão da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo de multar a Empresa Folha da Manhã S.A. e a Editora Abril, que editam respectivamente a Folha e a revista "Veja", por publicarem entrevistas com a pré-candidata em São Paulo Marta Suplicy (PT). Para o juiz, houve propaganda eleitoral antecipada.

Mello disse que não é "cabível qualquer interferência estatal de que resulte indevida restrição do exercício de uma prerrogativa que pertence não só aos meios de comunicação social, mas sobretudo aos cidadãos". "Os meios de comunicação têm o direito de pesquisar, buscar, revelar e até comentar fatos. E essa mesma liberdade tem o cidadão: de receber a informação e conhecer as opiniões existentes nas pessoas, candidatas ou não", disse.

"Sempre estranhei deliberações que neguem aos meios de comunicação social o exercício do seu direito de informar e de opinar. E vejo com preocupação determinadas tendências no âmbito do Judiciário cujos efeitos culminam por inibir, por restringir e até mesmo asfixiar a prática inestimável da liberdade de imprensa."

Ainda segundo Mello, "os meios de comunicação, especificamente os jornais e as revistas, não podem sofrer qualquer restrição no exercício de liberdade de informar uma vez que nada impede que os órgãos de imprensa possam até mesmo externar em opiniões editoriais a sua preferência em favor deste ou daquele candidato". "Com mais razão acontece essa liberdade de informar quando o jornal e a revista dispensam tratamento isonômico aos diversos candidatos", concluiu.

Mendes, por sua vez, disse que, por ser "muito ampla", a legislação eleitoral pode provocar "distorções". "A legislação eleitoral é muito ampla, porque tenta proporcionar um tipo de concorrência ideal e, dependendo da aplicação que se faz, pode haver distorções. A legislação é muito aberta e proporciona esses tipos de interpretação. Você proíbe qualquer coisa, dependendo da interpretação", afirmou Mendes.

"A cobertura jornalística em geral nunca foi objeto de restrição. Esse é o espírito que emana de cortes superiores." Para o presidente do STF, "a melhor forma de reclamar de decisão judicial é dela recorrer".

O presidente do TSE, ministro do STF Carlos Ayres Britto, também já havia comentado a recente decisão contra a Folha, pedindo à Justiça Eleitoral que "tome muito cuidado" para não colocar em risco o direito fundamental à liberdade de informação. "No Brasil, o direito à informação tem o mais sólido lastro constitucional. Se traduz no direito de informar, se informar e ser informado. E o fato é que a imprensa é que melhor cumpre esse papel, que melhor realiza esse direito", afirmou Britto na ocasião.

Segundo ele, entrevistas com pré-candidatos não estão proibidas, desde que traduzam "idéias, opiniões, percepções, e exposição de uma doutrina".

Comentários dos leitores
Marcelo Magalhaes (1) 11/10/2008 11h36
Marcelo Magalhaes (1) 11/10/2008 11h36
Que este jornal ex-sério sempre foi contra os evangélicos, não é novidade. O problema é saber e duvidar se essa seita, que se diz "evangélica", pode ser considerada Igreja. Um jornal formado por ateus e outras aberrações, contra uma seita formada e fundada por picaretas. Que briga! O inferno deve estar uma festa! 1 opinião
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Jimmy Junoy (2) 11/10/2008 10h05
Jimmy Junoy (2) 11/10/2008 10h05
Bem... não sou devoto da IURD mas, cá pra nós, a imprensa tem o dever e o direito de informar, mas não para dar opiniões que sejam pacíveis de condenar alguém ou denegrir a intedridade moral de alguém baseadas em conjecturas ou achismos ou filosofismos. Na minha modesta opinião devem haver sempre fatos concretos por tras de materias jornalísticas que envolvem a desintegridade moral de uma instituição porque senão onde vamos parar? Já li inúmeras matérias que apenas lançam dúvidas e denigrem pessoas e instituições e como já sabemos, a confiança é feito um travesseiro de plumas... suba numa torre num dia de tempestade e solte as plumas ao vento... e depois tenta resgatar todas novamente.... Nunca vc irá conseguir, Porisso muito cuidado ao "julgar" jornalisticamente. Gostareia apenas de relembrar aquele episódio que destruiu a vida de um casal de pedagogos que foram considerados pedófilos e que se revelou, anos depois tratar-se de um engano.... Enganos desse tipo destroem a vida de pessoas e instituições. 3 opiniões
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carlos moretti (1) 17/09/2008 22h47
carlos moretti (1) 17/09/2008 22h47
A bem da verdade esta Republica tem se transformado num grande assalto a mao desarmada, Onde os orgãos do governo com poderes arrecadatórios fazem suas leis de acharque Ao povo , seja no DETRAN,NO IPTU,NO MEIO AMBIENTE, NA HABITAÇÃO,NO DENIT ETC,ETC ...VENDO ESSA FESTA TODA ATÉ A JUSTIÇA ELEITORAL RESOLVEU PARTICIPAR , JÁ QUE O CONGRESSO E O SENADO SE OMITEM Então porque não fazermos as proprias leis para arrecadar seja para o fundo penitenciário ou não o dinheiro de alguma forma volta....Voces saberiam me dizer quanto custou a propaganda eleitoral no radio e televisão para o pleito de 2008...ou seria de graça igual o programa eleitoral .....Se não fosse demagogia seria legal , mas a consiencia que eles pedem para o povo na hora de votar, exeto nos grandes centros ..nas cidades pequenas onde a imprensa local sobrevive das migalhas da prefeitura ,se obrigam a só falar bem usam mordaça preta , e no processo eleitoral até juizes assumem posturas partidárias usando dois pesos e duas medidas em seus julgamentos ...A DIREITO DO POVO FICAR SABENDO O QUE ACONTEÇE NOS BASTIDORES DA POLITICA fica só na teoria pois se o juiz não te pegar na calunia , difamação ele te pega na injuria pois esta independe de voce estar falando a verdade basta só o bandido do colarinho branco se sentir injuriado e o povo não terá acesso as suas falcatruas . Eu vereador moretti indignado com a maior multa da história do Paraná e injuriado por uma sentença judicial parcial , desabafo neste espaço democratico 1 opinião
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