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Brasil
20/06/2008 - 09h41

Alckmin diz que prefeitura pressiona delegados; Kassab diz que tucanos não estão à venda

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JOSÉ ALBERTO BOMBIG
FERNANDO BARROS DE MELLO
CATIA SEABRA
da Folha de S.Paulo

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) acusou ontem a administração municipal de São Paulo, comandada por Gilberto Kassab (DEM) com a participação de tucanos, de "pressionar" e "constranger" delegados de seu partido a assinar a adesão à chapa contrária a sua pré-candidatura a prefeito.

"Eu acho que essas coisas já deviam estar abolidas da política brasileira. Não tem cabimento, em uma cidade mundial como São Paulo, o constrangimento, a pressão sobre gente simples, humilde, delegados...", afirmou, após evento na sede dos tucanos paulistanos.

Na terça-feira, um grupo liderado pelo secretário de Esportes da capital paulista, Walter Feldman (PSDB), e por 11 vereadores tucanos protocolou para a convenção tucana, domingo que vem, uma chapa, com 428 assinaturas, contrária à candidatura de Alckmin e pelo apoio a Gilberto Kassab.

Segundo o ex-governador tucano, ele e seu grupo foram procurados por delegados do PSDB, com cargos e com parentes na atual administração, que relataram a pressão. "Muita gente relatou coisas muitos tristes, mas nós vamos passar por cima de tudo isso", disse Alckmin.

Questionado se o Estado, comando por José Serra (PSDB), também participaria das "pressões", Alckmin respondeu: "Olha, na prefeitura todas as informações são nesse sentido, mas não tem importância, nós vamos vencer a convenção. Eu vou ser um instrumento do PSDB de fortalecimento do nosso partido".

Nos bastidores das duas campanhas, no entanto, o clima ficou ainda mais tenso. Os alckmistas acusam o prefeito de interferir no PSDB e desrespeitar o rumos do partido.

Ontem, em reunião com o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), o grupo pró-Alckmin atacou o fato de o prefeito ter participado da reunião de vereadores que antecedeu a inscrição da chapa de oposição ao ex-governador.

Segundo o relato de um dos participantes, Kassab foi chamado de à casa do vereador Netinho (PSDB) para "autorizar" a apresentação das assinaturas.

"Alguns [dirigentes e delegados] do partido colocaram claramente que haviam sido procurados e pressionados. Mas acho que isso deve ser aceito com uma certa reserva. Nesses momentos, você sempre tem acusações desse tipo", afirmou José Henrique Reis Lobo, presidente do PSDB paulistano.

Ao discursar em cerimônia que marcou o apoio do PHS a sua coligação, o tucano afirmou que vencerá no domingo.

Outro lado

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), negou ontem à noite as acusações de oferecimento de cargos ou de dinheiro em troca de votos a favor da sua candidatura na convenção tucana.

"Espero que não seja verdadeira. O PSDB é um partido com história e seus quadros. Um presidente de diretório, evidentemente, não está à venda", disse Kassab.

Sobre o oferecimento de cargos, ele riu e disse que não há nenhuma orientação por parte dele. "Isso eu posso afirmar que não é verdade. Então já passa a não ter credibilidade essa afirmação. Todos sabem que eu estou totalmente distante desse processo."

Ministro do governo FHC, o secretário de Governo, Clóvis Carvalho, atribuiu os ataques à tensão dos alckmistas. Em nota, rebateu:

"A turma que atribui à nossa gestão o uso da máquina julga mal os companheiros de partido e os ofende ao afirmar que são suscetíveis a propostas não-republicanas. Lamento que o ex-governador faça acusações contra um governo do qual o seu partido, o nosso PSDB, é o principal integrante."

Os secretários de Educação e Esportes, os também tucanos Alexandre Schneider e Walter Feldman, lembraram a presença de alckmistas na prefeitura. "Na minha secretaria, não há uso da máquina. Tanto que há duas defensoras de Alckmin na minha equipe", disse Schneider.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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