PF apreende documentos em gabinetes da Câmara; congressistas negam ligação com esquema
da Folha Online
A Operação João de Barro, a maior realizada pela PF (Polícia Federal) neste ano, já cumpriu ao menos 26 dos 38 mandados de prisão expedidos pela Justiça nesta sexta-feira (20) e 231 mandados de busca e apreensão. Parte destes foi realizada no Ministério das Cidades e nos gabinetes dos deputados federais João Magalhães (PMDB-MG) e Ademir Camilo (PDT-MG), informa a Folha deste sábado (a reportagem está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).
Os parlamentares são acusados de exigir propina para liberar emendas para a execução das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Caso o envolvimento dos deputados seja confirmado, eles poderão ser denunciados à Procuradoria Geral da República por tráfico de influência, corrupção passiva, formação de quadrilha e concussão.
Outro lado
Os deputados João Magalhães e Ademir Camilo negaram participação no esquema investigado e disseram que apenas trabalham para liberar verbas a municípios mineiros, conforme atribuição de seus cargos, e que não escolheram o destino dos recursos do PAC.
Magalhães afirmou que a maior parte dos municípios em que obteve mais votos sequer recebeu investimentos. Camilo disse que, apesar de Teófilo Otoni, sua cidade, e Vespasiano, um de seus redutos eleitorais, terem sido contempladas, os contratos não foram firmados até o momento.
O Ministério das Cidades se isentou de culpa pelas irregularidades apontadas e informou que dois servidores envolvidos no esquema foram exonerados.
Operação João de Barro
A Operação João de Barro investiga suspeitos de integrar um esquema de fraude de contratos que desviava recursos públicos de obras realizadas em 119 municípios do Distrito Federal e de sete Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Goiás e Tocantins. Algumas destas obras estavam incluídas no PAC. A PF identificou a liberação de R$ 700 milhões por meio de emendas parlamentares ou convênios com ministérios.
Leia a reportagem completa na Folha deste sábado, que já está nas bancas.
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