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Brasil
21/06/2008 - 09h57

Promotoria se excedeu com ação, diz ex-presidente do TSE

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FREDERICO VASCONCELOS
da Folha de S.Paulo

Ex-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), do STF (Supremo Tribunal Federal) e ex-ministro da Justiça, Paulo Brossard, 83, entende que houve "excesso" e uma "certa confusão de situações" no processo que resultou na ação movida pela Promotoria Eleitoral e na aplicação de multas a Marta Suplicy (PT), à Folha e à revista "Veja São Paulo", por alegada propaganda eleitoral antecipada.

FOLHA - Qual a avaliação que o sr. faz da ação movida pela Promotoria Eleitoral e da condenação no caso?

PAULO BROSSARD - Está havendo uma confusão entre noticiário relativamente a uma eventual candidatura e uma manifestação como candidato. Há uma confusão. Seria conveniente fixar os limites. Até agora, não há candidato a um posto eletivo. Há vários nomes que são candidatos a candidatos. Possivelmente, alguns serão candidatos. Em São Paulo, há nomes notórios. Eles são pré-candidatos, ainda não estão em condições de disputar as eleições. Possivelmente alguns deles serão candidatos e vão disputar.

FOLHA - Segundo a legislação atual, o pré-candidato tem as mesmas limitações do candidato?

BROSSARD - Parece-me que não. As limitações a direitos individuais são de direito estrito, não admitem a interpretação analógica. Agora, depois de oficializado, eles ficam sujeitos às regras da Lei Eleitoral, do Código Eleitoral. Então, não podem fazer propaganda senão a partir da sua escolha formal.

FOLHA - Houve precipitação da Promotoria ao promover a ação?

BROSSARD - Eu não quero entrar em julgamento de um órgão que deve estar seguro da sua opinião, mas me parece que houve um excesso. Isso muitas vezes acontece. Às vezes os tribunais são tolerantes em demasia e às vezes são exigentes. É comum isso acontecer, até que a jurisprudência se firma e os operadores do direito ganham a segurança jurídica.

FOLHA - O sr. vê risco em relação ao direito de o eleitor ser informado sobre o processo eleitoral?

BROSSARD - Aí está havendo também uma certa confusão de situações. Uma coisa é o direito de informação, de ser informado e informar. Outra coisa é o direito de participar como candidato para fins eleitorais. O jornalista não está sujeito ao Código Eleitoral. Quando se aplica a Lei Eleitoral ao jornalista, pode haver um conflito desnecessário. O jornal está sujeito ao Código Eleitoral? Em regra, não. Também pode estar sujeito porque há abusos que o jornal não pode cometer.

FOLHA - Houve abuso nesse caso?

BROSSARD - Prefiro não dizer. Salvo nos casos de abuso, não está sujeito, está fora da Lei Eleitoral. Claro que o dever do jornalista é ser exato. Agora, essa senhora é candidata? Todo o mundo sabe. Ela já foi prefeita.

Comentários dos leitores
Marcelo Magalhaes (1) 11/10/2008 11h36
Marcelo Magalhaes (1) 11/10/2008 11h36
Que este jornal ex-sério sempre foi contra os evangélicos, não é novidade. O problema é saber e duvidar se essa seita, que se diz "evangélica", pode ser considerada Igreja. Um jornal formado por ateus e outras aberrações, contra uma seita formada e fundada por picaretas. Que briga! O inferno deve estar uma festa! 1 opinião
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Jimmy Junoy (2) 11/10/2008 10h05
Jimmy Junoy (2) 11/10/2008 10h05
Bem... não sou devoto da IURD mas, cá pra nós, a imprensa tem o dever e o direito de informar, mas não para dar opiniões que sejam pacíveis de condenar alguém ou denegrir a intedridade moral de alguém baseadas em conjecturas ou achismos ou filosofismos. Na minha modesta opinião devem haver sempre fatos concretos por tras de materias jornalísticas que envolvem a desintegridade moral de uma instituição porque senão onde vamos parar? Já li inúmeras matérias que apenas lançam dúvidas e denigrem pessoas e instituições e como já sabemos, a confiança é feito um travesseiro de plumas... suba numa torre num dia de tempestade e solte as plumas ao vento... e depois tenta resgatar todas novamente.... Nunca vc irá conseguir, Porisso muito cuidado ao "julgar" jornalisticamente. Gostareia apenas de relembrar aquele episódio que destruiu a vida de um casal de pedagogos que foram considerados pedófilos e que se revelou, anos depois tratar-se de um engano.... Enganos desse tipo destroem a vida de pessoas e instituições. 3 opiniões
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carlos moretti (1) 17/09/2008 22h47
carlos moretti (1) 17/09/2008 22h47
A bem da verdade esta Republica tem se transformado num grande assalto a mao desarmada, Onde os orgãos do governo com poderes arrecadatórios fazem suas leis de acharque Ao povo , seja no DETRAN,NO IPTU,NO MEIO AMBIENTE, NA HABITAÇÃO,NO DENIT ETC,ETC ...VENDO ESSA FESTA TODA ATÉ A JUSTIÇA ELEITORAL RESOLVEU PARTICIPAR , JÁ QUE O CONGRESSO E O SENADO SE OMITEM Então porque não fazermos as proprias leis para arrecadar seja para o fundo penitenciário ou não o dinheiro de alguma forma volta....Voces saberiam me dizer quanto custou a propaganda eleitoral no radio e televisão para o pleito de 2008...ou seria de graça igual o programa eleitoral .....Se não fosse demagogia seria legal , mas a consiencia que eles pedem para o povo na hora de votar, exeto nos grandes centros ..nas cidades pequenas onde a imprensa local sobrevive das migalhas da prefeitura ,se obrigam a só falar bem usam mordaça preta , e no processo eleitoral até juizes assumem posturas partidárias usando dois pesos e duas medidas em seus julgamentos ...A DIREITO DO POVO FICAR SABENDO O QUE ACONTEÇE NOS BASTIDORES DA POLITICA fica só na teoria pois se o juiz não te pegar na calunia , difamação ele te pega na injuria pois esta independe de voce estar falando a verdade basta só o bandido do colarinho branco se sentir injuriado e o povo não terá acesso as suas falcatruas . Eu vereador moretti indignado com a maior multa da história do Paraná e injuriado por uma sentença judicial parcial , desabafo neste espaço democratico 1 opinião
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