Empresário suspeito de desvios nas obras do PAC se entrega à PF
colaboração para a Folha Online
Mais uma pessoa foi presa nesta segunda-feira suspeita de participar do esquema de desvio de dinheiro público de obras, investigado pela Operação João de Barro, da Polícia Federal. Um empresário de Minas se entregou à PF nesta manhã, prestou depoimento e, em seguida, foi levado para a penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).
A PF não quis divulgar o nome do empresário, nem qual seria sua suposta participação no esquema. Com a prisão, sobe para 27 o número de pessoas presas pela operação. No total, o TRF (Tribunal Regional Federal) de Governador Valadares expediu 38 mandados de prisão na operação.
A Operação João de Barro investiga suspeitos de integrar um esquema de fraude de contratos que desviava recursos públicos de obras realizadas em 119 locais do Distrito Federal e de sete Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Goiás e Tocantins. Algumas destas obras estavam incluídas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal.
Segundo a PF, foi identificada a liberação de R$ 700 milhões por meio de emendas parlamentares ou convênios com ministérios, além de mais de R$ 2 bilhões que estavam previstos para serem executados no esquema. Com a operação, a PF conseguiu impedir a liberação dos recursos previstos para outras obras do governo.
De acordo com a PF, ainda não foram solicitados à Justiça os mandados de prisão para os administradores dos locais envolvidos. Contudo, a PF não descarta prendê-los na segunda fase da operação.
Durante a semana, a PF analisa os documentos apreendidos em 231 mandados de busca e apreensão, inclusive no Ministério das Cidades e em gabinetes da Câmara Federal. A Polícia Federal não soube informar quando a análise dos documentos apreendidos deverá ser concluída.
Deputados
O esquema de fraudes também incluiu a participação dos deputados João Magalhães (PMDB-MG) e Ademir Camilo (PDT-MG), que liberavam emendas parlamentares para a execução das obras.
Os parlamentares devem ser denunciados à PGR (Procuradoria Geral da República) na segunda fase das investigações da PF por tráfico de influência, corrupção passiva, formação de quadrilha e concussão --se for confirmado o envolvimento dos deputados nas irregularidades.
Os deputados negaram participação no esquema investigado e disseram que apenas trabalham para liberar verbas a municípios mineiros, conforme atribuição de seus cargos, e que não escolheram o destino dos recursos do PAC.
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Especial


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America Latina vai muito mal e dá até vergonha dos governantes. Populistas demagogos bregas.
E assim continuam a ser quintal de Norte-Americanos e Europeus.
Parabéns ao eleitorado exigente do cone sul!
[]s
Eduardo.
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