Brasil
23/06/2008 - 15h51

Empresário suspeito de desvios nas obras do PAC se entrega à PF

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colaboração para a Folha Online

Mais uma pessoa foi presa nesta segunda-feira suspeita de participar do esquema de desvio de dinheiro público de obras, investigado pela Operação João de Barro, da Polícia Federal. Um empresário de Minas se entregou à PF nesta manhã, prestou depoimento e, em seguida, foi levado para a penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

A PF não quis divulgar o nome do empresário, nem qual seria sua suposta participação no esquema. Com a prisão, sobe para 27 o número de pessoas presas pela operação. No total, o TRF (Tribunal Regional Federal) de Governador Valadares expediu 38 mandados de prisão na operação.

A Operação João de Barro investiga suspeitos de integrar um esquema de fraude de contratos que desviava recursos públicos de obras realizadas em 119 locais do Distrito Federal e de sete Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Goiás e Tocantins. Algumas destas obras estavam incluídas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal.

Segundo a PF, foi identificada a liberação de R$ 700 milhões por meio de emendas parlamentares ou convênios com ministérios, além de mais de R$ 2 bilhões que estavam previstos para serem executados no esquema. Com a operação, a PF conseguiu impedir a liberação dos recursos previstos para outras obras do governo.

De acordo com a PF, ainda não foram solicitados à Justiça os mandados de prisão para os administradores dos locais envolvidos. Contudo, a PF não descarta prendê-los na segunda fase da operação.

Durante a semana, a PF analisa os documentos apreendidos em 231 mandados de busca e apreensão, inclusive no Ministério das Cidades e em gabinetes da Câmara Federal. A Polícia Federal não soube informar quando a análise dos documentos apreendidos deverá ser concluída.

Deputados

O esquema de fraudes também incluiu a participação dos deputados João Magalhães (PMDB-MG) e Ademir Camilo (PDT-MG), que liberavam emendas parlamentares para a execução das obras.

Os parlamentares devem ser denunciados à PGR (Procuradoria Geral da República) na segunda fase das investigações da PF por tráfico de influência, corrupção passiva, formação de quadrilha e concussão --se for confirmado o envolvimento dos deputados nas irregularidades.

Os deputados negaram participação no esquema investigado e disseram que apenas trabalham para liberar verbas a municípios mineiros, conforme atribuição de seus cargos, e que não escolheram o destino dos recursos do PAC.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (426) 24/11/2009 17h06
Eduardo Giorgini (426) 24/11/2009 17h06
Na éra Lulista, é proibido praticar a cidadania.
Devemos aceitar tudo cegamente, afinal, Lula virou Deus.
Aceitem os esquemas de corrupção calados, senão serão taxados de pessimistas, "da oposição",etc.
Brasil esta super bem, super educado, super nos trinks.
Política hidem!
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Antonio Fouto Dias (2768) 16/11/2009 19h47
Antonio Fouto Dias (2768) 16/11/2009 19h47
Para evitar escândalos com a publicidade de superfaturamentes inventaram agora o sobrepreço.
Isto queer dizer que fazem de tudo e inventam um pouquinho mais para justificar o injustificável.
É uma pena de que a corrupção tornou-se rotina do cotidiano principalmente político, que o eleitor nem mais liga para isso e consegue eleger sempre os mesmos, mesmo que possuam fichas sujas, participem de escândalos entre outros.
É LAMENTÁVEL, MAS FAZER O QUE, SE PRATICAMENTE NINGUÉM DÁ OUVIDOS À ÉTICA E À DIGNIDADE NA VIDA POLÍTICA DO PAÍS.
3 opiniões
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José Alberto (209) 16/11/2009 12h43
José Alberto (209) 16/11/2009 12h43
Estou vendo que o governo está deixando todas as obras para 2010 ano eleitoral ou então não tem dinheiro para realiza-las pois roubou demais... 2 opiniões
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