PSOL deve entrar com representação contra deputados suspeitos por desvios
GABRIELA GUERREIRO
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O PSOL vai ingressar com representação no Conselho de Ética da Câmara contra os deputados João Magalhães (PMDB-MG) e Ademir Camilo (PDT-MG), acusados de exigir propina para liberar emendas para a execução das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). As fraudes foram reveladas pela Polícia Federal na Operação João de Barro, a maior realizada no país neste ano.
A líder do PSOL na Câmara, deputada Luciana Genro (RS), disse à Folha Online que o partido pretende ingressar com as representações por quebra de decoro parlamentar depois de reunir os indícios da PF contra os parlamentares. "Precisamos ter elementos para apresentar, senão o conselho arquiva [as representações] e acabamos dando um atestado de inocência aos deputados", afirmou.
Depois de reunir detalhes das investigações, o PSOL pretende apresentar as representações ao Conselho de Ética. A Corregedoria da Câmara, por outro lado, pretende agir somente se for questionada por um parlamentar ou partido político para investigar as denúncias contra Magalhães e Camilo.
O corregedor Inocêncio Oliveira (PR-PE) disse, por meio de assessores, que pretende agir apenas depois que o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), decidir se a Câmara também vai investigar o caso.
Chinaglia e a Justiça Federal autorizaram a ação da PF para cumprir mandados de busca e apreensão de documentos nos gabinetes dos dois deputados na última sexta-feira (20). Se o envolvimento de Camilo e Magalhães for confirmado, eles poderão ser denunciados à Procuradoria Geral da República por tráfico de influência, corrupção passiva, formação de quadrilha e concussão.
Os deputados negaram participação no esquema investigado e disseram que apenas trabalham para liberar verbas a municípios mineiros, conforme atribuição de seus cargos, e que não escolheram o destino dos recursos do PAC.
Magalhães afirmou que a maior parte dos municípios em que obteve mais votos sequer recebeu investimentos. Camilo disse que, apesar de Teófilo Otoni, sua cidade, e Vespasiano, um de seus redutos eleitorais, terem sido contempladas, os contratos não foram firmados até o momento.
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O resto é tertulia flacida ad bovunim adormentare.
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Os que não sabem, podem imaginar facilmente . . .
:(
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