Brasil
24/06/2008 - 12h19

José Alencar sinaliza que não participará de campanhas de aliados nas eleições

Publicidade

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O vice-presidente José Alencar sinalizou nesta terça-feira que não vai participar de campanhas de aliados do governo federal nas eleições municipais de outubro, a exemplo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bem-humorado, o vice-presidente disse que, se o próprio presidente não está disposto a se engajar nas campanhas, ele vai seguir o exemplo de Lula.

"O presidente Lula tem as pernas mais firmes que as minhas, é mais novo do que eu. Se ele não pode subir nos palanques, imagina eu", afirmou.

Ao contrário de Alencar, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) disse estar disposto a se engajar em campanhas eleitorais de candidatos aliados nos finais de semana --para não prejudicar o seu trabalho no governo federal.

Às vésperas de anunciar um corte na ordem de R$ 10 bilhões no Orçamento Geral da União, o ministro reagiu com bom-humor ao ser questionado sobre sua participação nas eleições de outubro. "Vão me chamar para que, para anunciar cortes? Acho que não vão querer."

Reportagem da Folha desta terça-feira afirma que, com exceção de São Paulo, o presidente Lula decidiu que não participará publicamente das campanhas de petistas e aliados antes do primeiro turno das eleições municipais, em 5 de outubro. No segundo turno, Lula subirá em palanques e gravará participação no horário eleitoral gratuito nas grandes cidades em que houver um claro embate entre o candidato do governo federal e o da oposição.

A participação de Lula na campanha da ex-ministra Marta Suplicy ainda será discutida com o jornalista João Santana, marqueteiro da candidata do PT à Prefeitura de São Paulo. Além de gravações para o programa eleitoral, Lula pretende ir a alguns eventos.

Segundo a reportagem, o presidente decidiu adotar um comportamento mais discreto no primeiro turno para não melindrar aliados. Há vários casos nos quais os partidos que apóiam o governo Lula --14 deles com representação no Congresso-- possuem candidatos simultaneamente.

O presidente abriu exceção para São Paulo porque conseguiu viabilizar uma chapa do PT com os aliados do PC do B, PSB e PDT e porque julga fundamental derrotar o PSDB e o DEM na maior cidade do país.

Para Lula, o PT poderá ter dificuldade para costurar uma aliança ampla nas eleições de 2010. Na opinião do presidente, as eleições municipais serão um teste para o sucesso dessa coligação ampla daqui a dois anos.

Comentários dos leitores
Said Abou Ghaouche Netto (21) 06/07/2009 15h32
Said Abou Ghaouche Netto (21) 06/07/2009 15h32
O prefeito mauricinho de Curitiba diz que Requião quer prejudicá-lo numa eventual disputa ao governo em 2010. Eventual uma ova! O demo-cano já se declara candidato, entre linhas. E a Folha o protege, remetendo os comentários dos leitores ao painel Eleições 2008 ao invés de eleições 2010. Além de se antecipar ao prazo da lei, o demo-cano ainda se passa por coitadinho, vítima do Requião. Pobre povinho paranaense, e paulista também, afinal, ano que vem completa 16 anos de reinado demo-cano em São Paulo. Assim o eleitor vai comparar a gestão deles com a de quem? Com a da Yeda Crucius ou do outro mauricinho, o Cássio Cunha Lima? sem opinião
avalie fechar
Jacir Deggerone (8) 05/07/2009 19h41
Jacir Deggerone (8) 05/07/2009 19h41
Caixa dois ....hein!!!!??? Fora prefeito corrupto !!!!! 3 opiniões
avalie fechar
Yvonne Ferreira (464) 05/07/2009 18h16
Yvonne Ferreira (464) 05/07/2009 18h16
Gente! Os ingleses/mafia italiana propietaria dos mares, estão exportando o lixo, aquele dos hospitais, banheiros quimicos, para o nosso querido/lixo Brasil!!!
Quem é o importador?!...
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (8059)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca