Minc diz que Operação Pirata não vai aumentar preço da carne bovina
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) anunciou nesta terça-feira que a Operação Boi Pirata --destinada a apreender a criação de gado em áreas de preservação ambiental-- será intensificada. A estimativa é de existirem cerca de 40 mil cabeças de gado em locais ilegais no país. Nos últimos dias foram apreendidas 3,1 mil cabeças apenas na região Amazônica.
Minc afirmou que, ao contrário do informado por alguns criadores, o preço da carne bovina não será reajustado em decorrência das apreensões. "É muito fácil o discurso do transgressor, dizendo que vai aumentar o preço da carne. Isso não vai acontecer", afirmou o ministro.
Minc disse ainda que a estimativa é arrecadar R$ 1,5 milhão, apenas com as últimas apreensões. Esses recursos serão investidos na própria operação, na saúde dos povos indígenas e também no Programa Fome Zero.
"Acabou a moleza. A operação é para valer. Boi pirata vai virar churrasquinho do [Programa] Fome Zero", afirmou Minc, informando como será usada parte do gado apreendido. "Há uma gritaria porque a gente quer cumprir a lei. Isso realmente é curioso", disse o ministro, reagindo às críticas sobre o rigor da operação.
Segundo Minc, ao longo desta semana ele vai conversar com representantes de frigoríficos para informar sobre as notificações que serão aplicadas pelo governo federal. A idéia é pedir o apoio dos donos de frigoríficos para que não comprem carne produzida em áreas ilegais.
Segundo o ministro, o gado apreendido poderá ter três destinos: vendido para os frigoríficos autorizados, realizados leilões, encaminhado para os programas Fome Zero e saúde indígena. O dinheiro também vai ser usado em parte para o investimento na Operação do Boi Pirata.
Maggi
Minc afirmou ainda que se reuniu com o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), e que ambos concordaram em vários pontos. "Mas também discordamos em outros", disse o ministro.
Na conversa, os dois acertaram a realização da Operação Boi Pirata em áreas do Mato Grosso. Segundo Minc, o governador vai contribuir com as ações ambientais.
O ministro afirmou que Blairo reclamou da ordem de vetar créditos financeiros para quem tiver pendências ambientais, assim como também queixou-se da suposta "truculência" da Operação Boi Pirata.
Sem mencionar o nome do governador, Minc sugeriu que os insatisfeitos com as leis tentem segui-las e não mudá-las. "É mais fácil se adequar à lei do que derrubá-la", afirmou.
Humor
Bem-humorado, Minc disse que a Operação Boi Pirata ganhou este nome porque a idéia é punir todos os envolvidos. No caso, o pirata é o criador que burla a lei para ganhar dinheiro.
O ministro mencionou ainda que a operação poderia ter sido batizada de "boi voador", como a música de Chico Buarque e Ruy Guerra. Na canção, Chico Buarque e Ruy Guerra "mandam" prender o boi voador porque essa não é a função do gado e isso é fora da lei. Segundo Minc, a ordem é para punir os transgressores e incentivar aqueles que cumprem a lei.
"Assim como a gente vai reprimir a gente vai estimular as boas práticas. Quem pisar fora vai sentir a mão pesada do Ibama e da Polícia Federal", afirmou o ministro, sem indicar como vão as ações de incentivo ao cumprimento da lei.
Entre operações de apreensão de gado criado em área ilegal, retirada de madeiras e plantio de grãos em regiões preservadas, Minc disse que há 360 mil hectares desmatados que estão embargados apenas em decorrência de ações realizadas este ano.
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Especial


Assim, não se vai a lugar,algum.
Enquanto o Governo,tratar o assunto, de forma "política, para o Inglês, ver",não passaremos do desmatamento desordenado, e exploração dos recursos,concentração de rendas, etc...,ficará por aí.
A Amazônia e seu processo de desmatamento,requer, a meu ver, a constituição de uma COMISSÃO de notáveis, nas areas de infraestrutura,energia,agricultura,recursos naturais,engenharia de obras,e desenvolvimento sustentável,urbanismo e implantação de cidades e PESSOAS.
Estes, selecionados , reunidos e remunerados, para tal, elaborariam um PROJETO COMPLETO, incluindo o Gerenciamento do mesmo - um plano Marshall Tupiniquim - para Desenvolvimento, da região de abrangência, integrado, a fim de ocupação racional, autosustentável e harmonico.
" FOCO e Desenvolvimento TOTAL "
Teriamos aí, sim o maior PAC , do MUNDO , por 20 anos, futuros.
Até que poderia ocorrer,por osmose, o envolvimento
dos países vizinhos, que margeiam o rio Amazonas.
Dinheiro, pelo visto, não FALTA.Basta organizar e mandar " BALA ".
Aposto neste MEGA PROJETO, como Vitorioso.
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Existem diversas areas desmatadas que agora estão com pastagem degradada.
Grande parte dos ruralistas querem mesmo é vender madeira e lucrar muito. Depois vendem a terra aos pequenos produtores rurais (isto aconteceu e acontece em todo o Brasil).
Outra coisa, se o solo da amazonia não mudou, quando desmatarem aquilo-lá, vai tudo virar deserto.
O solo dos EUA e EUROPA é diferente daqui, possui quantidade de argila diferente e capacidade de armazenamento de água diferente, não dá para comparar.
Decisão técnica e não política.
Muitas ONGs são honestas mais que os políticos de plantão.
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