Ruth foi uma das primeiras a estudar as favelas, diz professora da USP
MARCELO GUTIERRES
colaboração para a Folha Online
"Ruth Cardoso foi uma das primeiras a começar os estudos de favelas no Brasil." Assim define a importância da obra da ex-primeira-dama a antropóloga e professora da USP (Universidade de São Paulo) Eunice Durham.
A mulher do ex-presidente presidente Fernando Henrique Cardoso morreu às 20h40 desta terça-feira, em sua casa, no bairro de Higienópolis (SP). Segundo nota médica divulgada na noite de ontem, a ex-primeira-dama foi vítima de arritmia grave decorrente de doença coronariana.
Durham conta que ambas iniciaram as primeiras pesquisas sobre o tema a partir do início da década de 70. "A iniciativa partiu dela, Ruth. Antes, os estudos eram sobre os movimentos sociais", disse. Para a estudiosa, a colega modernizou as abordagens na antropologia urbana.
A professora da USP afirmou que as iniciativas da ex-primeira-dama inspiraram muitos outros estudiosos, "formando toda uma geração dentro da antropologia". "Ela foi uma grande teórica."
A partir dos anos 80, Durham passou a trabalhar com questões do ensino superior, atuando politicamente. Ela presidiu a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
A antropóloga ainda ocupou as secretarias nacionais do Ensino Superior (1991-1992) e de Educação Superior, no governo FHC. Durham integrou o Conselho Nacional de Educação, entre 1997 e 2001. Atualmente, trabalha no Núcleo de Pesquisas sobre Ensino Superior da USP.
Carreira
Nascida em 19 de setembro de 1930 na cidade de Araraquara, no interior de São Paulo, Ruth Correa Leite Cardoso foi professora de Antropologia e Ciência Política na USP (Universidade de São Paulo) e pesquisadora do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) em São Paulo.
Bacharel em ciências sociais pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, a ex-primeira-dama se casou em 1953 com Fernando Henrique, com quem teve três filhos.
Em 1972, recebeu o título de doutora em Antropologia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Anos depois, concluiu pós-doutorado na Universidade de Columbia em Nova York e também foi professora em universidades americanas e inglesas.
Durante o mandato de FHC (1995-2002), dona Ruth fundou o projeto Comunidade Solidária em 1995, uma ação de combate a pobreza e a exclusão social. Atualmente, fazia parte do conselho diretor da Oscip (organização da sociedade civil de interesse público) Comunitas, criada para para dar continuidade aos projetos do Comunidade Solidária.
Entre seus cargos de destaque, presidiu o conselho assessor do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) sobre Mulher e Desenvolvimento, foi membro da junta diretiva da UN Foundation e da Comissão da OIT (Organização Internacional do Trabalho) sobre as Dimensões Sociais da Globalização e da Comissão sobre a Globalização.
Tornou-se uma das das principais referências sobre antropologia no país, tendo escrito diversos livros sobre temas relacionados, como juventude, violência e cidadania.
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Especial


É uma verdade que se sabe desde a reeleição de lula.
A grande diferença é que FHC e todos os grandes administradores vivem de realizações, enquanto os péssimos administradores fazem auê para inaugurar parque em homenagem a seus próprios parentes... só para dizer que estão fazendo alguma coisa.
O dia que todos deste pais entenderem que é de realizações e não de fanfarra que se administra (de uma empresa a um pais), o pt está perdido.
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Segue novamente: é de Beaumarchais. Tenho birra atavica de plágios rsrs e se quiser eu a cito "dinovo"
Sds
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