Brasil
25/06/2008 - 13h34

Patrus Ananias nega que reajuste do Bolsa Família tenha caráter eleitoreiro

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A menos de quatro meses das eleições municipais, o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) negou nesta quarta-feira que a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de reajustar em 8% os benefícios do programa Bolsa Família tenha caráter eleitoreiro. Patrus disse que o aumento no benefício é conseqüência da crise mundial de alimentos, uma vez que a parcela mais pobre da população brasileira não pode ter o poder de compra reduzido no país.

"As críticas fazem parte do processo democrático, mas estamos convencidos de que o presidente Lula tomou uma decisão sábia, oportuna para atenuar junto aos pobres o impacto do preço nos alimentos. Não podemos condicionar esses direitos básicos [dos mais pobres] ao período eleitoral", afirmou.

Apesar do reajuste no Bolsa Família ter sido anunciado em meio a esperados cortes no Orçamento Geral da União de 2008, Patrus disse que a prioridade do governo federal será o combate a fome --mesmo diante da disposição da equipe econômica em reduzir e contingenciar gastos. "Estamos encontrando o equilíbrio sábio entre o controle da inflação, garantindo às famílias pobres o acesso à alimentação e o desenvolvimento dessas famílias."

Patrus disse acreditar que o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome não terá cortes em seus gastos, mesmo após o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) anunciar que o contingenciamento do Orçamento de 2008 deve ser da ordem de R$ 10 bilhões.

"É claro que o nosso ministério está sempre solidário com o governo. Estou convencido de que não haverá cortes em nosso ministério porque o presidente tem reafirmado o seu compromisso com os pobres, que têm o direito sagrado de três refeições por dia."

Inflação

Patrus comemorou o fato do reajuste de 8% no Bolsa Família ter superado o índice inflacionário, mas ressaltou que a decisão foi tomada pelo governo com "responsabilidade". "A inflação é perversa sobretudo com os pobres. Foi uma decisão tomada pelo presidente ouvindo a Casa Civil, dentro da responsabilidade fiscal que temos."

Há cerca de duas semanas, Patrus defendia o reajuste de, no mínimo, 6% sobre os benefícios. Ele levou seu apelo às últimas reuniões com Lula e aos demais ministros no Planalto. Durante reunião ministerial no início de junho, o ministro Guido Mantega (Fazenda) fez um relato minucioso aos colegas para demonstrar, por meio de dados, que a perda do poder de compra na camada mais pobre da população é de 8% --motivo que levou o governo a fixar o índice do reajuste.

Segundo Patrus, os investimentos no Bolsa Família vão subir de R$ 10,5 milhões para R$ 10,9 milhões por ano na folha de pagamento do governo. O presidente Lula decidiu nesta quarta-feira reajustar em 8% sobre o total pago aos benefícios do programa Bolsa Família, após reunir-se com Patrus e ministros da área econômica.

Comentários dos leitores
wladimir vieira da silva (1) 28/10/2009 11h41
wladimir vieira da silva (1) 28/10/2009 11h41
Do que adianta possibilitar às pessoas aberturas de contas na CEF se essa instituição está cada vez pior no atendimento aos clientes, haja vista a existência proposital de poucos caixas (dependendo da agencia somente 2 a 4 guiches), além de empurrar as pessoas para as casas lotéricas cada vez mais com filas kilometricas. Infelzimente neste país sempre se faz beneficiencia com o sacrificio dos outros. Infelizmente tal prática adotada por um partido que um dia vendeu o sonho de um país melhor, em todos os aspectos. sem opinião
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Alcides Emanuelli (1838) 28/10/2009 11h36
Alcides Emanuelli (1838) 28/10/2009 11h36
E o bolsa familia, agora vai virar conta bancária, logo tem tarifa para pagar e começa a se fechar o circulo, o proprio governo tira dinheiro da classe média para colocar nos bancos Publicos de formas diretas e indiretas, sem os mesmo justificarem sua existencia com fomento ao desenvolvimento.
A CEF é uma Instituição voltada para a jogatina publica que é uma vergonha, engana o povo com ilusões.
Tem o fomento que faz na construção civil, mas será que o balanço mostra lucro nesses investimento do FGTS, ninguem sabe de nada porque o dificil é ver os balanços de Bancos Publicos.
O Bolsa familia deveria ser um cartão para saque, nada mais que isso e paga em todos os bancos tantos os publicos como os privados, para facilitar as familias que tem esse privilégios.
Tambem deveria ser por um tempo determinado, 2 anos no maximo após esse periodo a pessoa já deveria estar trabalhando.
A que serve hoje, para o maior programa de todos já existente no Brasil de compra de votos, e vejam bem eles querem aumentar esse ano para 4 milhões, será que nossos juizes não estão vendo essa vergonha toda.
O Bolsa familia é uma vergonha que serve para o PT ganhar os votos de pessoas pobres e humildes, e ao mesmo tempo tirar seus direitos de dignidade, de voltarem a trabalhar, parece tão bom que logo vamos ter uma nova classe social, sustentada pelo bolsa familia.
Muitos já estão deixando de trabalharem para ter o direito ao bolsa familia e se eles fizerem na informalidade atividades ilicitas!
3 opiniões
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João Lechinovski (3) 28/10/2009 11h29
João Lechinovski (3) 28/10/2009 11h29
Eu já presenciei em uma papelaria, a professora comprando material escolar para ter condições de lecionar. Então questionei, mas seus alunos não recebem bolsa-família e outro tipo de bolsa, já que existem tantas. Ela respondeu com uma cara de desanimo, que o benefício era aguardado com ansiedade pelos alunos, porém não para adquirir material escolar, e sim para comprar crédito para o celular, fazer viagem com a vovó, fazer lanche no shopping etc. então bolsas para garotada e não pague seus impostos em dia para ver o que acontece sem opinião
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