Saiba mais sobre a antropóloga e ex-primeira-dama Ruth Cardoso
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da Folha de S.Paulo
A antropóloga e ex-primeira-dama Ruth Corrêa Leite Cardoso nasceu em 19 de setembro de 1930, em Araraquara, no interior de São Paulo. Aos 19 anos, ela deixou sua cidade natal para estudar filosofia na USP (Universidade de São Paulo), onde conheceu Fernando Henrique Cardoso, que estudava sociologia. Eles se formaram em 1952, se casaram no ano seguinte e tiveram três filhos.
A ex-primeira-dama morreu ontem em seu apartamento no bairro de Higienópolis (SP) vítima de arritmia grave decorrente de doença coronariana. O corpo de Ruth Cardoso está sendo velado desde a manhã desta quarta-feira na Sala São Paulo, na região central da capital paulista. O enterro está previsto para amanhã, no cemitério da Consolação, no centro de São Paulo. A partir das 10h de amanhã, sairá o cortejo que levará o corpo até o cemitério.
| Jorge Araújo/Folha Imagem |
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| O corpo da ex-primeira-dama Ruth Cardoso está sendo velado na Sala São Paulo |
Em 1970, a antropóloga defendeu seu mestrado: "Papel das Associações Juvenis na Aculturação dos Japoneses". Recebeu o título de doutorado em 1972 com a tese "Estrutura Familiar e Mobilidade Social: estudo dos japoneses no Estado de São Paulo". Fez pós-doutorado na Universidade Columbia (EUA). Publicou ainda "A Aventura Antropológica".
Os estudos de Ruth Cardoso não tiveram a mesma repercussão que os de FHC, conhecido internacionalmente pela teoria da dependência, mas a levaram a lecionar nas universidades de Berkeley (EUA) e Cambridge (Inglaterra). Ela também foi professora de Antropologia e Ciência Política na USP e pesquisadora do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) em São Paulo.
Quando seu marido foi aposentado compulsoriamente pelo AI-5 em 1968, Ruth permaneceu vinculada à USP, enquanto ele se dedicou a fundar o Cebrap. Em 1975, ela se tornou coordenadora da pós-graduação de ciência política --área onde atuou até sua morte-- e criou o Núcleo de Estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero. Ruth só entrou para o Cebrap depois que FHC deixou o instituto.
Durante o mandato de FHC (1995-2002), dona Ruth fundou o projeto Comunidade Solidária, que, de 1995 a 2002, alfabetizou 3 milhões de jovens, capacitou outros 114 mil para o mercado de trabalho e estimulou a organização de mulheres artesãs em cooperativas de produção.
Atualmente, fazia parte do conselho diretor da Oscip (organização da sociedade civil de interesse público) Comunitas, criada para para dar continuidade aos projetos do Comunidade Solidária.
Entre seus cargos de destaque, presidiu o conselho assessor do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) sobre Mulher e Desenvolvimento, foi membro da junta diretiva da UN Foundation e da Comissão da OIT (Organização Internacional do Trabalho) sobre as Dimensões Sociais da Globalização e da Comissão sobre a Globalização.
Tornou-se uma das das principais referências sobre antropologia no país, tendo escrito diversos livros sobre temas relacionados, como juventude, violência e cidadania.
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É uma verdade que se sabe desde a reeleição de lula.
A grande diferença é que FHC e todos os grandes administradores vivem de realizações, enquanto os péssimos administradores fazem auê para inaugurar parque em homenagem a seus próprios parentes... só para dizer que estão fazendo alguma coisa.
O dia que todos deste pais entenderem que é de realizações e não de fanfarra que se administra (de uma empresa a um pais), o pt está perdido.
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Segue novamente: é de Beaumarchais. Tenho birra atavica de plágios rsrs e se quiser eu a cito "dinovo"
Sds
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