Brasil
27/06/2008 - 03h55

País ignora o que ocorre em 14% da Amazônia, diz Incra

da Folha Online

Um levantamento do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) revela que o órgão ignora o que se passa em 710,2 mil km² da Amazônia Legal, que compreende 59% do território do país, informa nesta sexta-feira reportagem de Eduardo Scolese, publicada pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Segundo a reportagem, o estudo mostra que, somada, a área equivale aos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná juntos.

A região, composta de terras federais não-contínuas, representa 14% da região e 65% da parte sob responsabilidade do instituto. A maior quantidade de terras de situação fundiária desconhecida fica no Pará (288,6 mil km²).

O Incra não sabe se terras estão nas mãos de posseiros ou de grileiros, tampouco o que está sendo produzido, plantado ou devastado nessas terras públicas da União.

Para mudar esse quadro e fugir da visão parcial de satélites, o Incra promete mapear as terras e regularizá-las. O instituto espera realizar a tarefa em pelo menos 200 mil km² até o final deste ano. "O nosso objetivo é estabelecer um plano para os próximos cinco, seis anos", disse o presidente do Incra, Rolf Hackbart.

Varredura

Outra reportagem da Folha (íntegra para assinantes) informa que o governo promoverá, com apoio do Exército, a "varredura" de uma área de 30 mil km² no Pará. A ação é mais uma tentativa de regularização fundiária da Amazônia.

O trabalho, que ocorre na região da BR-163, conhecida pelo alto índice de violência e grilagem de terras públicas, é feita em parceria com o Incra custará R$ 9 milhões.

Segundo o PAS (Plano Amazônia Sustentável), plano de governo para a região lançado neste mês, o Exército deve ajudar no trabalho de regularização de terras na Amazônia.

A "regularização fundiária e zoneamento ecológico e econômico" será a primeira das sete medidas que farão parte do plano, segundo o ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos), responsável pela iniciativa.

Leia as matérias completas na Folha desta sexta, que já está nas bancas.

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Comentários dos leitores
Sudeste/ sudestino (61) 18/08/2008 09h17
Sudeste/ sudestino (61) 18/08/2008 09h17
Separatismo nas áreas fronteiriças da China, Caximira, Kosovo, País Basco, Iuguslávia se desintegrou por causa de etnias separadas, se extinguiu, e no Brasil, Raposa Serra do Sol em Roraima vai se separar sob a conivência dos poderes públicos?
A solução é a colonização da amazônia por brasileiros e a agricultura e pecuária para povoar a Região.
As ONGs estão promovendo o etno-separatismo dos brasileiros o governo tem que tomar uma providência. Os índios devem ser emancipados para se integrarem à cultura brasileira.
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luiz dias (292) 16/08/2008 08h04
luiz dias (292) 16/08/2008 08h04
SEGUNDO MINC O FOGO NA FLORESTA ESTÁ REDUZIDO A MÉDIA DE 60% DO TOTAL DAS QUEIMADAS.
ISTO SIGNIFICA QUE QUASE METADE DA FLORESTA AINDA ESTÁ EM CHAMAS PERMANENTES.
E AINDA TEM GENTE QUE COMEMORA ISTO.
SINCERAMENTE, É DEMAIS.
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Humberto Alves de Souza (117) 13/08/2008 09h15
Humberto Alves de Souza (117) 13/08/2008 09h15
Enquanto a Rússia e a Geógia realizam uma luta sangrenta por um minúsculo território, pobre em recursos minerais e terras agricultáveis, têm muito brasileiro traidor falando em internacionalização da amazônia.
A Índia briga com o Paquistão pela Caxemira, também uma faixa de terra desprezível em relação à grandiosidade da amazônia, construiram até bombas atômicas para defender os seus territórios, enquanto isso temos ONGs que recebem dinheiro do governo e trabalham contra a integridade do nosso terrritório.
Kosovo, Caxemira, Ossétia, país Basco e outros, será que não são exemplos suficientes para o governo brasileiro saber que essa reservas indígenas do tamanho de um grande país ameaça a soberania brasileira, como a reserva RAPOSA SERRA DO SOLl?
A Geórgia deixou que os russo habitassem a região agora estão colhendo a guerra. E o Brasil? BREVEMENTE TEREMOS NAÇÕES ENCRAVADAS NO NOSSO TERRITÓRIO.
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