Sem acordo, Câmara marca nova reunião para discutir eventuais votações antes do recesso
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Sem acordo entre os líderes partidários, a Câmara deverá entrar em recesso parlamentar sem votar temas importantes na Casa. A promessa da oposição em manter a obstrução em plenário em decorrência da votação da CSS (Contribuição Social para a Saúde) e a ausência de apoio integral dos integrantes da base aliada em torno do assunto devem adiar a discussão para o segundo semestre. O debate sobre a reforma tributária também não deve ocorrer antes de agosto.
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), reuniu hoje os líderes dos partidos que apóiam o governo e também os de oposição. Sem consenso, decidiu fazer uma nova reunião amanhã pela manhã. Uma das propostas apresentadas é que os deputados federais se comprometam a fazer um esforço concentrado em duas semanas de agosto e uma de setembro.
A idéia é evitar que o empenho dos deputados às campanhas eleitorais municipais atrapalhe o andamento das principais propostas em discussão na Câmara. Mas alguns governistas insistem em afirmar que tentarão votar até 17 de julho --último dia antes do recesso legislativo-- alguns temas.
"Queremos enfrentar essa votação o quanto antes", afirmou o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), referindo-se à votação do destaque da CSS. Porém, o líder do PT na Casa, Maurício Rands (PE), admitiu que não há ambiente para ampliar as discussões na Câmara.
"A reforma tributária não foi definida, mas é melhor deixar para depois porque não há ambiente nem na comissão [especial da reforma tributária, na Câmara]", disse Rands, referindo-se ao fato de a comissão aguardar para discutir o parecer do relator Sandro Mabel (PR-GO).
O líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), disse que não há possibilidade de acordo para quaisquer votações enquanto os governistas insistirem em manter em pauta a CSS. "A oposição não aceita votar a reforma tributária. Não há amadurecimento na Casa para isso e nós só vamos fazer acordo, se o governo aceitar rejeitar a CSS", disse.
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Vão cobrar os sonegadores do IR e do INSS, reduzam as verbas destinadas a manter os nababos do Congresso e combatam a corrupção desenfreada que vai sobrar muito dinheiro, não só para a saúde como para todas as obras sociais que se fazem necessárias.
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