Brasil
01/07/2008 - 15h36

Gilmar Mendes compara quem vaza informações da PF a "gângsters"

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Indignado com o vazamento de investigações da Polícia Federal, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, cobrou nesta terça-feira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seus auxiliares diretos que atualizem a lei de abuso de autoridade, que é de 1965. Gilmar comparou o vazamento de dados a "coisa de gângster" e não de "agentes de Estado". Segundo ele, o que ocorre no país hoje é um "quadro de intimidação" típico de "terrorismo".

"É preciso encerrar com esse quadro de intimidação. É fundamental que o presidente da República, o ministro da Justiça [Tarso Genro] e o diretor da Polícia Federal [Luiz Fernando Corrêa] ponham cobro a esse tipo de situação", disse Gilmar, ao fazer um balanço sobre a atuação do Judiciário no primeiro semestre do ano.

Gilmar disse que em geral as informações de investigações em curso na PF costumam vazar com o objetivo de "retaliar" os magistrados. Como exemplos, ele citou a si próprio quando teve o nome envolvido nas apurações no momento em que policiais investigavam um homônimo seu durante as denúncias da empresa Gautama.

O ministro citou também como exemplos as divulgações dos nomes dos ex-ministros da Suprema Corte Carlos Velloso e Sepúlveda Pertence. Segundo Gilmar, o vazamento de informações, sem comprovação, caracteriza um tipo de "terrorismo". "Que tipo de terrorismo lamentável. Coisa de gângster. Quem faz isso não é agente de Estado", disse ele.

Assalto

Vítima de uma tentativa de assalto no último domingo em Fortaleza (CE), Gilmar evitou dar detalhes sobre a violência que sofreu na região da Volta da Jurema, uma das áreas mais valorizadas de Fortaleza. Na ocasião, ele estava acompanhado de seguranças que evitaram o roubo. Segundo o ministro, ele é um privilegiado por poder contar com seguranças.

Mas o presidente do STF defendeu que a questão de segurança pública seja conduzida como um tema nacional e não mais de Estados da federação. Não devemos ideologizar o debate. Nós devemos cuidar para que haja uma coordenação federal e estadual", disse Gilmar.

Segundo o ministro, a questão da violência deve ser tratada como prioridade nacional. "É um tema nacional. [É necessário tentar implementar] políticas públicas com o objetivo de reduzir a criminalidade. Na medida que os criminosos se sentem livres [para agir] é a nossa liberdade que está ameaçada", afirmou.

Em dezembro de 2006, Gilmar Mendes e a então presidente do STF, Ellen Gracie, foram assaltados no Rio de Janeiro. Os ministros tiveram o carro assaltado em um arrastão na Linha Vermelha. Na ocasião, Ellen teve os documentos e cartões de crédito roubados. Uma mala dela com objetos pessoais também foi levada no assalto.

Comentários dos leitores
Pasqual Evangelista (5) 26/11/2009 18h23
Pasqual Evangelista (5) 26/11/2009 18h23
Tem pessoas que não sabem distinguir entre STF e TSE.
O ministro Joaquim Barbosa renunciou ao TSE e não ao Supremo Tribunal Federal.
E ainda falam muitas bobagens. A justiça não de ser feita pela força da opinião publica e sim pelos ditames da Constituição Federal. Nos meus 64 anos não existe maior maria-vai-com-as-outras do que pseudos intelectuais que parecem não ter poder de raciocinio próprio.
sem opinião
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Edelweiss Lyrio (2) 26/11/2009 16h46
Edelweiss Lyrio (2) 26/11/2009 16h46
A degradação moral de nossas intituições políticas foram ao fundo poço com a ascenção dos novos "chefes da câmara e senado,com o beneplácito do chefe dos chefes. sem opinião
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Almir Ferreira (2) 19/11/2009 14h19
Almir Ferreira (2) 19/11/2009 14h19
Não gostei da notícia de que o ministro vai renunciar. O Ministro Joaquim Barbosa passa muita confiança em quem o vê trabalhar. É homem sério, competente e muito digno do cargo que ocupa. O Brasil perde com isto. 2 opiniões
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