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Brasil
01/07/2008 - 21h15

Tarso Genro admite que vazamento de informações da PF é "coisa de gângster"

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MARINA NOVAES
colaboração para a Folha Online

O ministro Tarso Genro (Justiça) rebateu nesta terça-feira as declarações do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, em relação aos vazamentos de investigações da Polícia Federal. Segundo Genro, os vazamentos são "coisas do passado". Mas concordou com Mendes e admitiu que vazamento de informações é uma "atitude de gângster"

"Se foi feito por algum agente público da Polícia Federal [o vazamento], é uma atitude de gângster mesmo. [...] Lá [na Polícia Federal] não tem vazamento, não é regra ter vazamento, e esta regra vai continuar", disse.

O ministro participou hoje de um seminário sobre segurança pública em São Paulo, promovido pelo Diretório municipal do PT, em apoio à candidatura de Marta Suplicy à prefeitura da capital paulista. Na tarde de hoje, Gilmar cobrou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seus auxiliares diretos que atualizem a lei de abuso de autoridade, que é de 1965. Gilmar comparou o vazamento de dados a "coisa de gângster" e não de "agentes de Estado".

Como exemplos, o presidente do STF relembrou a ocasião em que teve seu nome envolvido no momento em que policiais federais investigavam um homônimo seu durante as denúncias da empresa Gautama.

O ministro Tarso Genro defendeu a PF e disse que, normalmente, os vazamentos ocorrem quando as investigações se tornam públicas. "Se houve algum vazamento no passado, isso foi feito por alguma pessoa absolutamente irresponsável e que tem um comportamento reprovável [...] E se ocorrer [novamente], a pessoa vai ser severamente punida", afirmou. Segundo o ministro, Mendes pode ficar "absolutamente tranqüilo" quanto à PF.

Para Genro, o envolvimento do nome de Gilmar nas investigações da Gautama teria sido uma "provocação" ao presidente do STF, e ainda não se sabe se o responsável teria sido um agente.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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