Brasil
02/07/2008 - 13h01

Procuradoria entra com seis ações contra acusados na máfia dos sanguessugas

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MARCELO GUTIERRES
colaboração para a Folha Online

O Ministério Público Federal de Minas Gerais entrou nesta terça-feira com seis ações de improbidade administrativa contra prefeitos, ex-prefeitos e funcionários municipais por desvio de verbas públicas acusados na máfia dos sanguessugas de venda fraudulenta de ambulâncias. O prejuízo aos cofres públicos foi de R$ 15,5 milhões, segundo a CGU (Controladoria Geral da União).

O MPF afirma que as irregularidades previstas nas ações ocorreram nos municípios de Caratinga, Antônio Dias, Belo Oriente, Conceição de Ipanema, Periquito e Taparuba, todos na região leste do Estado.

Além da condenação dos envolvidos, a Procuradoria pede a devolução integral dos valores, pagamento de multas no valor correspondente a duas ou três vezes à quantia desviada e a suspensão dos direitos políticos dos suspeitos em até dez anos.

Segundo o MPF, os municípios foram beneficiados por emendas parlamentares de autoria do então deputado federal Cabo Júlio (PMDB).

A Procuradoria diz que ele se encarregava de "entabular contato com os prefeitos dos municípios destinatários dos recursos federais, orientando os administradores a procurarem pelo núcleo empresarial da quadrilha, a fim de definirem os detalhes das fraudes às licitações".

Caberia aos agentes públicos fraudar licitações para viabilizar a seleção da empresa indicada e a compra de ambulâncias por preço superior ao valor de mercado, segundo a Procuradoria. O MPF aponta a família Trevisan Vedoin como chefe do suposto esquema.

Outro lado

Procurado pela reportagem, o Cabo Júlio negou envolvimento no esquema. "Não tenho vínculos com prefeitos porque minha base eleitoral é a Polícia Militar."

Ele confirmou que algumas de suas emendas foram destinadas à compra de ambulâncias, porém afirmou que o Ministério da Saúde aprovou sem ressalvas tanto as emendas como a prestação de contas.

"A emenda era tratada diretamente com vereadores eleitos da mesma base eleitoral que a minha [de policiais militares]. Nunca tratei com prefeitos", disse Cabo Júlio, que é candidato do PMDB a vereador em Belo Horizonte.

A advogada da família Vedoin, Amanda de Lucena Barreto, diz que um de seus clientes afirmou em depoimento à Justiça que houve tratativas com o Cabo Júlio, que nega.

Comentários dos leitores
Nelson Vaughan (102) 12/11/2009 18h22
Nelson Vaughan (102) 12/11/2009 18h22
Acertou o STJ ao suspender os mandados de busca e apreensão, vez que, como se sabe, tais empreiteiras mandam no Brasil e ninguém tem peito de ir fundo nas acusações de corrupção. Então, para que perder tempo se no fim as investigações vão acabar em absolutamente NADA! Vamos economizar tempo e dinheiro, não é mesmo TSJ? sem opinião
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Rui Ruz Caputi Caputi (1757) 04/11/2009 23h56
Rui Ruz Caputi Caputi (1757) 04/11/2009 23h56
É inequívoco que toda licitacao no Brasil
esteja absolutamente viciada
sem opinião
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Igor Bevilaqua (713) 04/11/2009 19h44
Igor Bevilaqua (713) 04/11/2009 19h44
Se realmente essa quadrilha desviou(roubou) R$ 20.000.000,00..., é perca de tempo a polícia prendê-los..., a "JUSTIÇA" na mesma hora vai mandar soltar a todos..., nesse país, quem rouba muito não fica preso. sem opinião
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