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Brasil
02/07/2008 - 19h41

Marta recorre contra ação de improbidade administrativa e diz que pagou precatórios

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colaboração para a Folha Online

A ex-prefeita e candidata à Prefeitura de São Paulo pelo PT, Marta Suplicy, afirmou nesta quarta-feira discordar da decisão do TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado) de São Paulo que a condenou à suspensão dos seus direitos políticos por três anos e pagamento de multa. A candidata é acusada de descumprir ordem judicial de pagamento de precatórios alimentares em sua gestão e foi condenada com base na Lei da Improbidade.

"Entramos com um recurso que tem validade suspensiva. Nós pagamos os precatórios, pagamos R$ 800 milhões em quatro anos, sendo R$ 200 milhões de alimentares", disse Marta. A decisão é de primeiro grau.

A sentença, da juíza Simone Casoretti, da 9ª Vara da Fazenda, foi publicada ontem no Diário Oficial da Justiça. Segundo reportagem publicada hoje pelo jornal "O Estado de S.Paulo", a ação foi proposta pelo Ministério Público Estadual, que apurou que Marta deveria ter desembolsado R$ 943 milhões durante o mandato para quitar títulos judiciais, mas pagou R$ 224,1 milhões.

Segundo a ex-prefeita, a gestão anterior, de Celso Pitta, não havia pago nenhuma parte dos precatórios, e a gestão petista pagou o que foi "possível". "Nosso antecessor não havia pago nada, zero. Então nós tínhamos uma conta muito grande e pagamos o que era possível parar numa prefeitura de um endividamento gigantesco", afirmou.

A candidata não acredita que a decisão de Justiça deve interferir em sua campanha à reeleição, pois acredita que o juiz deverá considerar a situação em que a prefeitura estava ao analisar a ação.

Na tarde de hoje, Marta visitou o Centro Cultural da Juventude da Vila Nova Cachoeirinha (zona norte) e conversou com a comunidade da região. Ainda sem poder fazer campanha eleitoral --a legislação só permite a partir do próximo domingo (6)--, a candidata realiza uma agenda para, segundo ela, se "reapropriar das informações sobre a cidade".

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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