Lula deve aderir à campanha eleitoral somente no fim de agosto
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos palanques eleitorais é dada como certa em São Paulo e em algumas das 78 cidades com mais de 200 mil eleitores. Mas sob a justificativa de uma agenda pesada de viagens até o início de agosto, Lula só deve aderir às campanhas dois meses antes das eleições municipais.
Até agosto, o presidente deve enfrentar uma dura maratona de viagens que inclui Japão, Vietnã, Timor Leste, Bolívia, Colômbia, Portugal, Argentina, Paraguai e, por último, China. Em Pequim, Lula participa da abertura dos Jogos Olímpicos.
A Folha Online apurou que nos bastidores os petistas afirmam que o presidente pretende subir nos palanques em que sua presença seja considerada fundamental e não haja risco de ameaças às relações com os partidos aliados do governo na base federal. O esforço é para evitar que a imagem de Lula seja associada a um candidato que virtualmente não tem chances de ir para um segundo turno.
Aliados do presidente informam que Lula já mandou recados à candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, informando que irá participar de sua campanha. Mas não disse ainda como será essa participação pontual.
Apesar de ter afirmado a interlocutores que também subirá no palanque da polêmica chapa PT-PSB em Belo Horizonte --Márcio Lacerda (PSB) e Roberto Carvalho (PT)--, Lula tem sido aconselhado a aguardar mais um pouco antes de fazer campanha aberta. O temor dos petistas é que a chapa não tenha condições de enfrentar um segundo turno nas eleições.
Interlocutores afirmam que Lula evita desagradar os aliados. Portanto, para amenizar as pressões e não deixar os convites sem resposta, o presidente tem comentado que vai aguardar o ritmo da campanha municipal esquentar, o que deve ocorrer apenas no final de agosto.
Até o final de agosto, a Executiva Nacional do PT e o Diretório Nacional do partido já terá realizado reuniões para as avaliações sobre as candidaturas petistas nas principais cidades do país. O foco da legenda está centralizado em 79 cidades onde há segundo turno das eleições.
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