Brasil
03/07/2008 - 21h18

Familiares, amigos e autoridades assistem à missa de 7º dia para d. Dagmar

da Folha de S.Paulo

O bispo da Diocese de Santo Amaro, d. Fernando Figueiredo, destacou hoje, durante a celebração da missa de sétimo dia pela morte de Dagmar Frias de Oliveira, a cumplicidade e o amor que a uniu por mais de 50 anos ao marido, o empresário e publisher da Folha, Octavio Frias de Oliveira, morto em abril do ano passado.

23.out.2003/Folha Imagem
Octavio Frias de Oliveira, publisher da Folha, e a mulher, Dagmar Frias de Oliveira, em 2003
Octavio Frias de Oliveira, publisher da Folha, e sua mulher, Dagmar Frias de Oliveira

"D. Dagmar foi uma mulher forte e decidida. Saudades, sim, mas, ao mesmo tempo, a certeza do feliz reencontro dela com Octavio, numa comunhão eterna com Deus", disse d. Fernando durante a homilia, quando também destacou a fé católica de d. Dagmar.

Ela morreu na sexta-feira, aos 83 anos, após complicações decorrentes de um quadro de insuficiência cardíaca e renal.

A cerimônia reuniu cerca de 200 pessoas --entre familiares, amigos, empresários, jornalistas e políticos-- na Paróquia Santuário Nossa Senhora do Rosário de Fátima, no Sumaré, zona oeste de São Paulo.

A missa teve a participação de 13 músicos integrantes do coro da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), que interpretaram trechos dos réquiens de Gabriel Fauré (1845-1924) e de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791).

Ao final, a forte união do casal também foi destacada por autoridades presentes.

"O que ela mais queria era juntar-se ao marido. Posso dizer que nunca conheci um casal em que um fosse tão próximo do outro", disse o governador de São Paulo, José Serra.

"Ela foi um exemplo de mulher dedicada à família, solidária e companheira do 'seu' Frias", afirmou o prefeito paulistano, Gilberto Kassab.

Para Lázaro Brandão, presidente do Conselho de Administração do Bradesco, d. Dagmar se destacava pela "serenidade e afeição pelo marido".

O jornalista Boris Casoy, que dirigiu a Redação da Folha entre os anos 1977 e 1984, afirmou que ela e o publisher do jornal sempre foram "um eterno casal de namorados".

Entre os que acompanharam a cerimônia estavam os ex-governadores Laudo Natel, Paulo Maluf (hoje deputado) e Cláudio Lembo, além de Abram Szajman, presidente da Fecomércio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), Paulo Renato, deputado pelo PSDB, Luiz Antonio Marrey, secretário estadual da Justiça de SP, e Rodrigo Pinho, ex-procurador-geral de Justiça de SP.

Estavam ainda na missa, entre outros, o publicitário Luiz Salles, Marcos Cintra, vice-presidente da Fundação Getulio Vargas, o empresário Massimo Ferrari, o vice-presidente do Bradesco Luiz Carlos Trabuco Cappi, o médico Raul Cutait e a ex-primeira-dama do governo paulista Ika Fleury.

Além dos filhos Maria Helena, Otavio, Maria Cristina e Luís, d. Dagmar deixa nove netos e três bisnetos.

 

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