Presidente da Alstom diz que grupo francês foi condenado sem julgamentos
da Folha Online
O presidente mundial da Alstom, o francês Patrick Kron, diz que o grupo que dirige está sendo condenado sem julgamento. Em entrevista aos repórteres Mario Cesar Carvalho e Toni Sciarretta, publicada neste sábado na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal), Kron afirma que as acusações contra a Alstom não têm fundamento e que a empresa adota a tolerância zero com desvios éticos.
"Vim para dizer que a Alstom não foi afetada por uma doença contagiosa e que a Alstom não corrompe agentes públicos", disse o presidente da companhia francesa, que está sob investigação no Brasil, na Suíça e na França sob suspeita de pagar propinas a políticos para obter contratos.
Durante sua visita ao Brasil, Kron vai assinar um contrato com o Metrô de R$ 706 milhões (íntegra para assinantes), para modernização do sistema de controle e sinalização dos trens. Desta vez, a empresa foi escolhida por meio de licitação.
A entrevista completa pode ser lida na Folha deste sábado, que já está nas bancas.
Caso Alstom
Em maio, o "Wall Street Journal" revelou que a França e a Suíça tinham documentos mostrando que Alstom teria pagado US$ 6,8 milhões a políticos para ganhar uma licitação de US$ 45 milhões do Metrô de São Paulo nas gestão tucanas. Contratos fechados pela Alstom com outras estatais paulistas --como a Eletropaulo-- também estão sob suspeita.
Em 27 de junho, o engenheiro Jean-Pierre Courtadon declarou ao Ministério Público que o sociólogo Claudio Mendes, apontado como pivô do caso Alstom, vendia facilidades e contatos com pessoas do governo de São Paulo para empresas da área de energia.
Os dois são investigados sob suspeita de terem recebido recursos que depois foram distribuídos para políticos do PSDB paulista entre 1998 e 2003, nos governos Mario Covas e Geraldo Alckmin. Mendes e Courtadon negam as acusações.
Reportagem da Folha mostra que duas empresas do grupo Alstom --Cegelec e ABB-- são citadas nas planilhas eletrônicas do comitê financeiro do PSDB que deveriam abastecer o caixa dois da campanha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso à reeleição, em 1998.
Na segunda-feira passada, a Alesp (Assembléia Estadual de São Paulo) arquivou uma CPI que investigava supostas irregularidades no processo de privatização da estatal paulista de energia. A Alstom foi acusada de pagar propina para obter vantagens em contratos não foi citada no relatório final.
Deputados já planejam solicitar um inquérito federal sobre o caso. Um relatório da Polícia Federal sobre as investigações, que deve ser entregue até a próxima semana à bancada, pode dar mais subsídios para o pedido.
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Especial


Afinal, foi dele a constação de que o contrato com a Alstom está irregular.
Os tucanos paulistas, a frente o palmeirense Serra, são esponsáveis por mais esta falcatrua que é aquisição dos trens após o término do contrato.
Concluo que não levaram a sério o sábio conselho do saudoso Vicente Matheus, de que o jogo acaba quando termina. Mesmo o contrato tendo acabado e terminado, Serra e seu time de irresponsáves tucanos insistem em continuar o jogo mesmo que o árbitro, a torcida e a imprensa já deixaram o estádio, e jáestejamos até mesmo em outro campeonato.
Lamentável!
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Sabe a CPI da AlstomPSDB? Pois é, ela foi barrada pelos "nobres"deputados tucanos e aliados na Assembleía Legislativa que impedem sua abertura. Porquê será?
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