Alckmin visita reduto de Marta em primeiro ato de campanha
WANDERLEY PREITE SOBRINHO
Colaboração para a Folha Online
Acompanhado de apenas dois vereadores tucanos, o candidato a prefeito de São Paulo e ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) visitou neste domingo o Capão Redondo, na zona sul da cidade, em seu primeiro ato oficial de campanha. Segundo pesquisa Datafolha publicada na edição deste domingo da Folha, a zona sul é o maior reduto eleitoral de Marta, que conta com 44% das intenções de votos naquela região.
Alckmin --que detém 27% das intenções na zona sul-- chegou ao local às 10h acompanhado de apenas dois vereadores tucanos: Tião Farias e José Rolim. Também o acompanharam os deputados federais Julio Semeghini, Edson Aparecido e Silvio Torres.
Até a convenção do PSDB no mês passado, 11 dos 12 vereadores tucanos apoiavam a reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Campanha
Alckmin percorreu o bairro por cerca de uma hora e meia. Assim que chegou, recebeu o apoio de uma peixaria. O locutor parou a propaganda do comércio para pedir votos ao ex-governador. "A peixaria Pesca Mar apóia o [candidato a] prefeito Geraldo Alckmin", dizia o locutor ao microfone.
O candidato posou para fotos ajoelhado na igreja São José Operário e em seguida partiu para o corpo-a-corpo. Ele entrou em lojas, conversou com vendedores ambulantes e cumprimentou o maior número de eleitores que conseguiu.
Depois de visitar o córrego Ribeirão dos Brancos e prometer canaliza-lo, Alckmin entrou em uma casa e conversou com os moradores por cerca de cinco minutos. Ele pediu a um assessor que entrasse em contato com uma ambulância para socorrer o dono da casa, que estava doente.
Ao deixar o local, encontrou pelo caminho um carro com uma de suas rodas caída em um barranco. Ele quase caiu ao descer a ribanceira para analisar a situação do veículo. Depois de alguns segundos, convocou os cerca de 100 militantes que o acompanhavam a retirar carro do local.
Com algum esforço e a custa do pára-choque, que quebrou durante a operação, o veículo foi finalmente retirado de onde estava. "Esse é o nosso prefeito", gritou um dos presentes. Entre palmas e gritos de "Geraldo, Geraldo", outro militante emendou: "Qualquer problema chama o Geraldo que ele resolve."
No caminho de volta, Alckmin desembolsou R$ 4,50 na compra de um cortador de unha e parou em uma padaria, onde pediu café e um pão na chapa. Ele deu uma das bandas do pão a um militante e a outra caiu no chão depois de dar a primeira mordida. O candidato se abaixou, recolheu o pão, disse que não havia problema e continuou a comer.
"Ao sair daqui, vou passar o resto do dia na zona leste", disse Alckmin sobre o resto de seu primeiro dia de campanha.
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