Brasil
07/07/2008 - 05h13

Estrangeiros compram "seis Mônacos" de terra no país por dia, mostra pesquisa

da Folha Online

Fazendeiros e investidores estrangeiros têm comprado 12 km² de terras por dia no Brasil, o equivalente a seis vezes a área de Mônaco ou sete parques Ibirapuera, informa reportagem de Eduardo Scolese publicada na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

O ritmo da "estrangeirização" de terras foi medido a partir de dados do Cadastro Rural de novembro de 2007 a maio deste ano. Nesse período, estrangeiros adquiriram pelo menos 1.523 imóveis rurais no país, em uma área que soma 2.269,2 km².

O levantamento não leva em conta a compra de empresas nacionais de capital estrangeiro e os que se utilizam de "laranjas" brasileiros para passar despercebidos pelos cartórios.

De acordo com o levantamento, a compra de terras é puxada pela soja e pela pecuária, pelos incentivos oficiais à produção de etanol e biodiesel e pelo avanço do preço da terra.

À Folha, Eugênio Peron, apontado pelos produtores sul-mato-grossenses como o principal corretor de imóveis rurais do Estado, afirma que nos últimos meses têm "aumentado muito" a procura de terras por estrangeiros (íntegra disponível para assinantes).

Segundo ele, que trabalha na área há 16 anos, a maioria dos interessados são representantes de fundos de investimento em busca de negócios com soja, álcool, gado e biodiesel.

Cerco a estrangeiros

A investida ocorre no momento em que o governo busca mecanismos legais para frear a entrada de estrangeiros em terras do país. Hoje a aquisição de terras é permitida a pessoas físicas de outra nacionalidade residentes no país e a pessoas jurídicas estrangeiras autorizadas a atuar no Brasil.

Levantamento inédito do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) revela que estrangeiros detêm 5,5 milhões de hectares em todo o Brasil. Com 1.377 propriedades espalhadas numa área de 754,7 mil hectares, Mato Grosso é o Estado que tem a maior área de terras em nome de empresas e pessoas de outros países.

São Paulo é o campeão em número de propriedades em nome de pessoas de outras nacionalidades. São 11.424 terrenos, que, somados, representam 504,7 mil hectares do território paulista.

O governo federal anunciou que vai fechar o cerco à "invasão estrangeira", com objetivo de dificultar a compra de terras por empresas brasileiras controladas por capital externo. Um parecer da AGU (Advocacia Geral da União) vai fixar limites para essa aquisição.

A decisão surgiu depois que um estudo mostrou que estrangeiros detêm 5,5 milhões de hectares no país --55% na Amazônia.

No mês passado, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) no Amazonas multou em R$ 450 milhões a madeireira Gethal, pertencente ao empresário sueco-britânico Johan Eliasch, por comércio e transporte de madeira sem seguir a legislação ambiental brasileira.

O Incra estuda pedir o cancelamento de registros de terras na Amazônia supostamente adquiridas pelo empresário sueco.

Leia a matéria completa na Folha desta segunda, que já está nas bancas.

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Comentários dos leitores
Sudeste/ sudestino (61) 18/08/2008 09h17
Sudeste/ sudestino (61) 18/08/2008 09h17
Separatismo nas áreas fronteiriças da China, Caximira, Kosovo, País Basco, Iuguslávia se desintegrou por causa de etnias separadas, se extinguiu, e no Brasil, Raposa Serra do Sol em Roraima vai se separar sob a conivência dos poderes públicos?
A solução é a colonização da amazônia por brasileiros e a agricultura e pecuária para povoar a Região.
As ONGs estão promovendo o etno-separatismo dos brasileiros o governo tem que tomar uma providência. Os índios devem ser emancipados para se integrarem à cultura brasileira.
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luiz dias (292) 16/08/2008 08h04
luiz dias (292) 16/08/2008 08h04
SEGUNDO MINC O FOGO NA FLORESTA ESTÁ REDUZIDO A MÉDIA DE 60% DO TOTAL DAS QUEIMADAS.
ISTO SIGNIFICA QUE QUASE METADE DA FLORESTA AINDA ESTÁ EM CHAMAS PERMANENTES.
E AINDA TEM GENTE QUE COMEMORA ISTO.
SINCERAMENTE, É DEMAIS.
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Humberto Alves de Souza (117) 13/08/2008 09h15
Humberto Alves de Souza (117) 13/08/2008 09h15
Enquanto a Rússia e a Geógia realizam uma luta sangrenta por um minúsculo território, pobre em recursos minerais e terras agricultáveis, têm muito brasileiro traidor falando em internacionalização da amazônia.
A Índia briga com o Paquistão pela Caxemira, também uma faixa de terra desprezível em relação à grandiosidade da amazônia, construiram até bombas atômicas para defender os seus territórios, enquanto isso temos ONGs que recebem dinheiro do governo e trabalham contra a integridade do nosso terrritório.
Kosovo, Caxemira, Ossétia, país Basco e outros, será que não são exemplos suficientes para o governo brasileiro saber que essa reservas indígenas do tamanho de um grande país ameaça a soberania brasileira, como a reserva RAPOSA SERRA DO SOLl?
A Geórgia deixou que os russo habitassem a região agora estão colhendo a guerra. E o Brasil? BREVEMENTE TEREMOS NAÇÕES ENCRAVADAS NO NOSSO TERRITÓRIO.
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