Em busca de votos, Alckmin volta a atacar reduto eleitoral de Marta
THIAGO FARIA
da Folha Online
No segundo dia do início oficial da campanha eleitoral, o ex-governador e candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, esteve novamente em um reduto eleitoral da candidata do PT, Marta Suplicy. Desta vez, o tucano visitou o bairro de Campo Limpo, na zona sul da cidade, no limite da capital com o município de Taboão da Serra (Grande São Paulo). No domingo (6), primeiro dia de campanha, Alckmin esteve no Capão Redondo, também na zona sul.
Segundo pesquisa Datafolha publicada na edição de domingo da Folha, a zona sul é o maior reduto eleitoral de Marta, que conta com 44% das intenções de votos naquela região.
Apesar de a pesquisa apontar vantagem para a petista na região, Alckmin disse ter sido bem recebido pela população e que a sua intenção é visitar todas as regiões da capital. "Eu pretendo ir na cidade toda, nos 96 distritos da capital", disse o ex-governador.
Durante a visita ao bairro, Alckmin cumpriu o ritual de candidato, entrando em lojas, distribuindo beijos, apertos de mãos e tomando café em uma padaria. Enquanto percorria cerca de dez quarteirões na Estrada do Campo Limpo, aproveitou para conferir o peso em uma farmácia --está com 78,9 kg-- e disse que, até o fim da campanha, deve perder alguns "quilinhos".
Vereadores
Diferentemente do que aconteceu no domingo, quando alguns vereadores do partido o acompanharam nos eventos de campanha, o ex-governador iniciou a caminhada desta segunda-feira sem ter ao seu lado um representante da ala que defendeu o apoio do partido à candidatura do atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM).
Após percorrer alguns quarteirões, apenas o vereador José Rolim (PSDB) engrossou a fileira de correligionários que acompanhavam o candidato. "Vereador tem que fazer a sua campanha, andar comigo não ganha voto", justificou Alckmin.
Ao longo do percurso, militantes balançavam bandeiras com o nome de Alckmin, o número do candidato e detalhe em verde e amarelo, em alusão à bandeira do Brasil.
As bandeiras, já desbotadas e algumas até com partes rasgadas, foram reaproveitadas da campanha do tucano à presidência, em 2006.
Como hoje é o primeiro dia útil em que a campanha é permitida, não houve tempo hábil para que o comitê pudesse obter um CNPJ, o que, de acordo com as regras do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), inviabiliza comprar material de campanha.
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