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Brasil
07/07/2008 - 17h44

Justiça condena corregedor investigado pela Operação Anaconda

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colaboração para a Folha Online

O corregedor-regional da Polícia Federal de São Paulo, Dirceu Bertin, foi condenado a quatro anos e oito meses de reclusão por prática de corrupção passiva e violação de sigilo funcional. O corregedor era investigado pela Operação Anaconda, de 2003, que investigava suposta venda de sentenças na Justiça Federal de São Paulo.

Com a decisão, do juiz federal substituto Luiz Renato Pacheco Chaves de Oliveira, da 4ª Vara Criminal Federal, Bertin também deverá pagar 185 dias-multa (1/4 do salário mínimo vigente na data dos fatos por cada dia-multa). Foi decretada ainda a perda do cargo de corregedor-regional.

A condenação teve como base nas escutas telefônicas feitas entre janeiro e agosto de 2003 que, segundo a Justiça, comprovariam as acusações contra Bertin.

Segundo denúncia do Ministério Público Federal, Bertin teria retardado indevidamente a instauração de um procedimento disciplinar administrativo contra o delegado da PF José Augusto Bellini e o agente César Herman Rodriguez, utilizando a influência do seu cargo. O corregedor também teria revelado a Rodriguez e Bellini a existência do procedimento disciplinar, informação que deveria permanecer em segredo, daí a condenação por violação de sigilo.

De acordo com o juiz Chaves de Oliveira responsável pela sentença, a interferência de Bertin culminou no arquivamento do processo contra o agente e o delegado da PF.

O corregedor foi absolvido das acusações de prevaricação, advocacia administrativa e um segundo delito de violação de sigilo profissional. Bertin poderá recorrer à decisão em liberdade. Procurado pela reportagem, o advogado de defesa de Bertin não foi localizado.

 

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