Brasil
08/07/2008 - 16h41

Kassab tenta evitar polêmica sobre sua participação no governo Celso Pitta

WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para Folha Online

O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), foi econômico nas palavras ao comentar a prisão do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta (PTB) nesta terça-feira. Kassab, que foi secretário de Pitta, quer evitar que os outros candidatos lembrem da ligação entre os dois durante a campanha.

"Eu não tenho nenhuma vinculação e estou muito tranqüilo quanto a isso", afirmou Kassab depois de fazer campanha no mercado municipal do centro.

Ele disse que não teme que seus adversários políticos usem sua imagem ao lado de Pitta, como fez a também candidata Marta Suplicy (PT) na campanha para prefeito de 2004. "O tempo provou que ela estava errada. A cidade hoje sabe disso e ela também", afirmou o prefeito.

Na ocasião, ela saiu derrotada pela dobradinha José Serra (PSDB)/Kassab. Em 2006, Serra ganhou a disputa para o governo do Estado e Kassab assumiu a prefeitura.

Farpas

Kassab afirmou no início do mês que sua participação no governo de foi pequena. "Minha atribuição nesse governo foi a elaboração do Plano Diretor da cidade de São Paulo", disso o prefeito.

Ele lembrou que no período em que ficou na secretaria contou com a ajuda de Jorge Wilheim, o secretário de Planejamento Urbano no governo Marta. "Eu tive cinco consultores. Um deles foi Jorge Wilheim, que cuidou do ponto de vista técnico e urbanístico", disse. "O jorge foi contratado para prestar serviço. Posteriormente esse meu colaborador se tornou secretário de Planejamento Urbano da ex-prefeita."

Comentários dos leitores
Antonio Fouto Dias (1968) 01/12/2008 15h01
Antonio Fouto Dias (1968) 01/12/2008 15h01
Caro M Miq 30/11 - 08h46
O senhor coloca que o Presidente Lula se encontra com governadores do nordeste e joga a culpa da miséria e pela falta de dinheiro nas costas dos governadores do sul e sudeste, pois lhe digo que isso faz parte do que ele sabe fazer muito bem, que é articulação.
Ele se manifesta sempre favorável ou em apoio às cirdunstâncias locais de onde se encontram e anuncia literalmente o que o povo presente quer oubir.
Se houvesse formação em articulação ele seria o mestre. Já na campanha ele demonstrou essa "face" e nesse contexto, lembro-me muito bem de um discurso que fez se não estou enganado em João Pessoa, onde falou ser mais que necessário as obras de transposição do São Francisco, sendo que duas horas depois, em Aracaju, disse que as referidas obras só seriam viáveis se houvesse a revitalização do rio e que da forma como está e principalmente pela vasão que tem, não haveria possibilidade da referida transposição.
Isso sem falar de que no Nordeste foi amplamente divulgado que Heloisa Helena iria acabar com o programa bolsa-família.
Não restam dúvidas de que sua popularidade se faz, também em função dessa facilidade de articulação, onde muitos se cativam através de suas manifestações. Abraços.
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Antonio Fouto Dias (1968) 01/12/2008 14h45
Antonio Fouto Dias (1968) 01/12/2008 14h45
Caro Cesar Marcelo,
Concordo em número, gênero e grau com este vosso comentário publicado as 11h46 - 30/11 pois em minha colocação simplesmente creio que fiz separar um fato do outro, sem entrar no mérito do procedimento jurídico.
O senhor coloca muito bem sobre a questão da conivência do governo com falcatruas(caixa2, superfaturamentos, mensalão, sanguessugas, entre outros), pois está aí mais do que escancarado para quem quizer ver que não há nenhuma iniciativa no combate desses atos, pelo contrário, há uma manifestação de favorecimento, principalmente quando alguém da base aliada estiver supostamente envolvida.
Só o farto do presidente ter dito em entrevista que Caixa2 é uma coisa normal em todos partidos, se estivéssemos em um país com funcionamento imparcial das instituções jurídicas, já seria motivo no mínimo para ser apurado, isso sem contar que colocou o peso do Planalto para não cassar mensaleiros assim como Renan Calheiros, são fatos mais que conhecidos na sociedade e mesmo assim muitos não acreditam ou fingem não acreditar, pois a justiça demonstra inércia ou no mínimo prolonga prazo para julgamento, em caso raros de existência de processos.
Também a campanha da "afilhada" é um fato que contradiz os ditames legais, entretanto ela realmente está em todas, onde o "Rei" estiver, lá estará ela, fato que também creio extrapolar inclusive as atribuições do cargo que ocupa.
Um Presidente da República é presidente para todos e não para os "amigos". Abraços
sem opinião
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roberto diaz zanetti (244) 01/12/2008 13h19
roberto diaz zanetti (244) 01/12/2008 13h19
Tentando concluir;
Assim temos que traçar metas do que o governo deve fornecer sem problemas ou mistérios. Após isso definido, devemos ter os dados financeiros expostos de forma clara e preciosa para podermos questionar os gastos ou cobrar os desvios efetivados. Cada produto comprado tem que estar realcionado e obviamente ser pago de forma mais barata do que encontramos no mercado. Tipico. Se uma caneta Bic custa em qualquer padaria de esquina R$,50, obviamente o governo que compra por grosa tem que pagar ao menos R$,20. A construção de um prédio em São Paulo. Se um apto de 2 quartos custa R$100.000, evidentemente se tivermos 32 aptos o custo do predio será de R$ 3.200.000 isso baseado na lei de mercado oferta e procura. Agora o governo que ira construir um posto de sude com o mesmo valor em a´rea cosntruida, não poderá pagar a esse mesmo valor, principalmente por que esta dando o terreno, Se o prédio sair por mais de R$ 900.000 esta super faturado, por que não tem 32 banheiros e 32 cozinhas, não tem necessidade de elevador, mas teria necessidade de coisas especificas como o prédio ter todos os cantos seja rodapé ou quina de corredor arredondado, que não é muito complexo para se fazer. Tubulação de gases medicinais, que tem suas especificações mas nada fora de um contexto. O que teria encarecimento seria os equipamentos especificos, que seriam caros por si só, mas plausiveis de serem fiscalizados. Assim fica relativamente simples ter o que desejamos se conquistarmos.
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