Advogada diz que Funaro decidirá se vai se entregar à PF após ler autos
MARCELO GUTIERRES
colaboração para a Folha Online
A advogada Beatriz Cattapreta, que defende o operador do mercado financeiro Lúcio Bolonha Funaro, afirmou nesta quarta-feira que seu cliente só vai decidir se vai se entregar à Polícia Federal após a defesa ler os autos da Operação Satiagraha, da Polícia Federal.
Ela afirmou que conversou com seu cliente e que ele se mostrou assustado. A advogada afirmou que Funaro também negou qualquer envolvimento com o caso, mas confirmou que ele e o investidor Naji Nahas têm uma relação de amizade e profissional, que ela classificou de "mercado".
Cattapreta esteve hoje na Superintendência Regional da PF em São Paulo para ter acesso ao autos.
Foram presos ontem durante a operação, além de Nahas, o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e outras 14 pessoas. Dantas, Nahas e Pitta estão em celas separadas.
Operação
A Operação Satiagraha investiga suposta prática dos crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas, formação de quadrilha e tráfico de influência para a obtenção de informações privilegiadas em operações financeiras.
A PF já prendeu 17 pessoas, de 24 mandados de prisão expedidos, além de 56 de busca e apreensão. Também foram apreendidos documentos, computadores, veículos e dinheiro em espécie que ainda está sendo contabilizado. Somente em um local foram apreendidos cerca de R$ 1,1 milhão.
Investigações
Segundo a PF, as investigações começaram há quatro anos, com o desdobramento das apurações feitas a partir de documentos relacionados com o caso mensalão. A partir de documentos enviados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para a Procuradoria da República no Estado de São Paulo, foi aberto um processo na 6ª Vara Criminal Federal.
Na apuração foram identificadas pessoas e empresas supostamente beneficiadas no esquema montado pelo empresário Marcos Valério para intermediar e desviar recursos públicos. Com base nas informações e em documentos colhidos em outras investigações da Polícia Federal, os policiais apuraram a existência de uma organização criminosa, supostamente comandada por Daniel Dantas, envolvida com a prática de diversos crimes.
Para a prática dos delitos, o grupo teria possuído empresas de fachada. As investigações ainda descobriram que havia uma segunda organização, formada por empresários e doleiros que supostamente atuavam no mercado financeiro para lavagem de dinheiro. O segundo grupo seria comandado pelo investidor Naji Nahas.
Além de fraudes no mercado de capitais, baseadas principalmente no recebimento de informações privilegiadas, a organização teria atuado no mercado paralelo de moedas estrangeiras. Há indícios inclusive do recebimento de informações privilegiadas sobre a taxa de juros do Federal Reserve (Fed, o BC americano).
Os presos na operação devem ser indiciados sob as acusações de lavagem de dinheiro, corrupção, evasão de divisas, sonegação fiscal e formação de quadrilha.
Leia mais
- PSOL questiona envolvimento de Dantas com governo na venda da Brasil Telecom
- Prisão de Dantas não prejudica fusão Brasil Telecom-Oi, diz ministro
- Banqueiro se aproximou de ministros e contratou compadre de Lula
- Ex-prefeito de São Paulo afirma estar 'surpreso' e nega ligação com banqueiro
- Operação da Polícia Federal não deve afetar PT nas eleições, diz "FT"
- Blog do Josias: Dantas usou a própria mulher como "laranja"
Livraria da Folha
Especial


O resto é conversa fiada.
Esse cara não é confiável.
avalie fechar
DILMA2010!!!!!!!!!!
avalie fechar
O povo necessita ter a coragem de enchergar claramente as ações isentas das paixões e tendencias que de forma pura constroem a vida comunitária, dando sustento às necessidades de trabalho, moradia, saude , educação. Um politico envolvido em uma trama das chamadas mensalinho ou mensalão, cnstrução de castelos, farra das passagens, gastos excessivos com cartões corporativos em beneficio proprio, atos secretos, não estão sequer intencionados no bem comum do povo. Dizer se agora depende do parecer técnico do STF é assumir de pronto que o sentido técnico nos seus entremeios poderá assumir algo diferente do real sentido comum. Jamais teria existido qualquer desvio de dinheiro como foi mencionado pelo ministro relator no STF se o fato gerador " o governador do estado de Minas Gerais na época não estivesse concorrendo à reeleição e a SMPEB, a DNA, o Duda Mendonça não estivessem no comando das operações a por aprovação do proprio governador". Esperamos a resposta tecnica da palavra inteira responsavel do STF.
avalie fechar