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Brasil
09/07/2008 - 15h40

Soninha diz que, se eleita, pretende acabar com política do "toma-lá-dá-cá"

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DEH OLIVEIRA
colaboração para a Folha Online

A candidata do PPS à prefeitura de São Paulo, vereadora Soninha Francine, afirma que, se for eleita, pretende administrar a cidade sem a chamada política do "toma-lá-dá-cá". Segundo ela, o loteamento de cargos públicos para conseguir apoio político --que se tornou prática cada vez mais "escancarada" em todas as esferas de poder-- é um dos principais problemas que afetam a eficiência da administração pública.

"A política não pode estragar a administração pública. Mas isso que a gente chama de política, na verdade é politicagem, não pode interferir na administração pública", afirmou a candidata."Você tem de estar tão disposto a mudar isso quanto a mudar a violência, o congestionamento, a poluição", disse, durante entrevista na manhã desta quarta-feira à rádio Bandnews SP.

Além da relação da base aliada com o Poder Executivo, Soninha criticou também a intransigência da oposição na discussão de projetos na Câmara Municipal apenas para marcar um posicionamento político, sem levar em conta a necessidade da proposta para a cidade.

Segundo a candidata, esse tipo de postura a levou a se indispor na Câmara com a bancada do PT, partido pelo qual se elegeu vereadora em 2004. Na entrevista, ela afirmou que mesmo quando a análise dos petistas era favorável a alguns projetos, a bancada votava contra ou tentava retardar a votação por "estratégia política", devido à disputa com o Poder Executivo. No ano passado, a vereadora deixou o PT e se filiou ao PPS.

Em quinto lugar na preferência do eleitorado, com 1% das intenções de voto, segundo a última pesquisa Datafolha, em vez do enfrentamento, a candidata adota a tática de evitar críticas aos candidatos ou administrações passadas.

"Parece que cada candidato tem de detonar tudo que já foi feito antes para se apresentar como o detentor de todas as grandes idéias e boas soluções, e simplesmente não é verdade". afirmou Soninha. A vereadora disse acreditar que o melhor é aproveitar o conhecimento acumulado e as boas experiências que já foram feitas.

Trânsito

Durante a entrevista à rádio, a candidata também respondeu a questões referentes ao trânsito na capital, um dos temas mais presentes na atual campanha. Na avaliação de Soninha, o problema envolve uma série de medidas combinadas com melhoria do sistema de transporte público.

Para a vereadora, a descentralização de serviços e ampliação de atividade econômica em áreas afastadas do centro ajudariam a minimizar o problema. "Isso se faz concedendo benefícios localizados, descontos em ISS, IPTU, para quem for desenvolver determinada atividade em determinada região da cidade, identificando, claro, as características, a vocação da região", afirmou.

Questionada se apóia medidas restritivas, como o pedágio urbano, a candidata respondeu que é favorável, mas que é preciso dar condições para integrar melhor o automóvel ao transporte coletivo. "Todas as estações de Metrô ou de trem fora do centro deveriam ter garagens subterrâneas ou edifícios-garagem", explicou.

Segundo Soninha, não basta retirar os automóveis de uma região de trânsito intenso, como o centro, sob risco de provocar congestionamento em outras áreas. "Você tem de preparar a cidade para que os carros possam ficar fora", disse. Para a candidata, antes de viabilizar qualquer empreendimento, empresarial ou residencial, a prefeitura precisa avaliar o impacto e a capacidade da região de absorver o tráfego na área.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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