Após críticas de presidente do STF à Satiagraha, Tarso diz que não há mal-estar
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O ministro Tarso Genro (Justiça) minimizou nesta quarta-feira as críticas do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, à atuação de agentes da Polícia Federal na Operação Satiagraha --que prendeu nesta terça-feira o banqueiro Daniel Dantas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas.
Tarso disse que não existe nenhuma "controvérsia" entre ele e Mendes ao afirmar que o ministro é um homem "isento e sensato". "Eu conversei com ele, que defende pontos de vista polêmicos. Respeito muito o ministro Gilmar Mendes, não há nenhuma controvérsia entre nós. A nossa legislação é respeitosa nos direitos humanos e nos obriga a tratar todos da mesma forma", afirmou.
O ministro disse acreditar que Mendes direcionou suas críticas especificamente a alguns agentes da PF, sem mencionar a corporação como um todo. "Nenhum ministro do Supremo falaria isso da Polícia Federal", afirmou.
Mendes disse nesta terça-feira que a "espetacularização das prisões [na operação da PF] é evidente e dificilmente compatível com o Estado de Direito". Segundo o presidente do STF, o "uso de algema abusivo terá de ser discutido" no país. Na semana passada, Mendes havia dito que o vazamento de informações sigilosas pela PF é "coisa de gângster" e "terrorismo lamentável".
Tarso reagiu às afirmações de pessoas ligadas a Dantas, que tiveram diálogos flagrados pela PF, nos quais afirmam que precisariam de ajuda na primeira instância do Poder Judiciário para liberar o banqueiro porque no Supremo "nós resolvemos com facilidade".
"Isso é conversa de gângster para comprometer os tribunais, atacar os tribunais, tentando cooptar a pessoa que estão tentando comprar naquele momento. Não tem nenhuma racionalidade, não é verdadeiro, é conversa de bandido para comprometer as instituições", reagiu o ministro.
Investigados
O ministro evitou comentar detalhes do inquérito da PF na Operação Satiagraha, que investiga suposta prática dos crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas, formação de quadrilha e tráfico de influência para a obtenção de informações privilegiadas em operações financeiras.
O ministro disse que não poderia confirmar a informação de que o ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos), o ex-ministro José Dirceu, além de integrantes do Congresso Nacional, também estariam sendo investigados pela PF por envolvimento no esquema supostamente capitaneado por Dantas.
"A centralidade do inquérito não é essa. O objetivo desse processo é lavagem de dinheiro. O inquérito surge em um presumido vínculo do banqueiro Daniel Dantas com o mensalão. O processo deriva de informações buscadas naquele momento, mas não é a reabertura do caso mensalão."
Questionado se a fragilidade da legislação brasileira poderia evitar punições aos presos na operação da PF, Tarso disse que o governo respeita o ritmo do Poder Judiciário brasileiro. "Pela legislação criminal, essas pessoas não sairiam da cadeia se isso fosse na Itália, por exemplo. Aqui, temos que respeitar a legalidade do país. Nós não vamos criticar porque essa é a lei. Mas a Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário estão cumprindo a lei."
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Especial


Vera Lucia afirma detalhes da operação de entrada e saida de recursos de campanha nas eleições de 94 e 98, com recebimento de doações de empresários e inclusive com doações como empréstimo, certamente como aquele que o Genuino assinou.
Realmente o esquema é exatamente o mesmo do valerioduto do PT e que agora Azeredo diz que nunca se reuniu com Vera, o que soa como rotina, negar encontros ou reuniões, como recentemente Dilma mencionou a respeito de Lina.
Não restam nenhumas dúvidas de que podemos analizar de que para um político não ser punido, basta negar os motivos pelos quais está sendo acusado, que já motivo suficiente para não ser punido, pelo mesnos é o que se deixa parecer.
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O resto é conversa fiada.
Esse cara não é confiável.
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DILMA2010!!!!!!!!!!
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