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Brasil
09/07/2008 - 15h46

Após críticas de presidente do STF à Satiagraha, Tarso diz que não há mal-estar

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O ministro Tarso Genro (Justiça) minimizou nesta quarta-feira as críticas do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, à atuação de agentes da Polícia Federal na Operação Satiagraha --que prendeu nesta terça-feira o banqueiro Daniel Dantas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas.

Tarso disse que não existe nenhuma "controvérsia" entre ele e Mendes ao afirmar que o ministro é um homem "isento e sensato". "Eu conversei com ele, que defende pontos de vista polêmicos. Respeito muito o ministro Gilmar Mendes, não há nenhuma controvérsia entre nós. A nossa legislação é respeitosa nos direitos humanos e nos obriga a tratar todos da mesma forma", afirmou.

O ministro disse acreditar que Mendes direcionou suas críticas especificamente a alguns agentes da PF, sem mencionar a corporação como um todo. "Nenhum ministro do Supremo falaria isso da Polícia Federal", afirmou.

Mendes disse nesta terça-feira que a "espetacularização das prisões [na operação da PF] é evidente e dificilmente compatível com o Estado de Direito". Segundo o presidente do STF, o "uso de algema abusivo terá de ser discutido" no país. Na semana passada, Mendes havia dito que o vazamento de informações sigilosas pela PF é "coisa de gângster" e "terrorismo lamentável".

Tarso reagiu às afirmações de pessoas ligadas a Dantas, que tiveram diálogos flagrados pela PF, nos quais afirmam que precisariam de ajuda na primeira instância do Poder Judiciário para liberar o banqueiro porque no Supremo "nós resolvemos com facilidade".

"Isso é conversa de gângster para comprometer os tribunais, atacar os tribunais, tentando cooptar a pessoa que estão tentando comprar naquele momento. Não tem nenhuma racionalidade, não é verdadeiro, é conversa de bandido para comprometer as instituições", reagiu o ministro.

Investigados

O ministro evitou comentar detalhes do inquérito da PF na Operação Satiagraha, que investiga suposta prática dos crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas, formação de quadrilha e tráfico de influência para a obtenção de informações privilegiadas em operações financeiras.

O ministro disse que não poderia confirmar a informação de que o ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos), o ex-ministro José Dirceu, além de integrantes do Congresso Nacional, também estariam sendo investigados pela PF por envolvimento no esquema supostamente capitaneado por Dantas.

"A centralidade do inquérito não é essa. O objetivo desse processo é lavagem de dinheiro. O inquérito surge em um presumido vínculo do banqueiro Daniel Dantas com o mensalão. O processo deriva de informações buscadas naquele momento, mas não é a reabertura do caso mensalão."

Questionado se a fragilidade da legislação brasileira poderia evitar punições aos presos na operação da PF, Tarso disse que o governo respeita o ritmo do Poder Judiciário brasileiro. "Pela legislação criminal, essas pessoas não sairiam da cadeia se isso fosse na Itália, por exemplo. Aqui, temos que respeitar a legalidade do país. Nós não vamos criticar porque essa é a lei. Mas a Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário estão cumprindo a lei."

Comentários dos leitores
Santos Júnior (328) 06/12/2009 16h34
Santos Júnior (328) 06/12/2009 16h34
Boa Bolinha!Bem que eu desconfiei que esta defesa do ministro Toffoli ao Azeredo era armação petista.Quem quiser que duvide que o Toffoli foi colocado no STF pelos interesses do PT.Muito lamentável. sem opinião
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Bolinha da Lulu (745) 06/12/2009 14h08
Bolinha da Lulu (745) 06/12/2009 14h08
Manchete;
"Para isentar Azeredo, Toffoli usa defesa dos petistas no mensalão"
Exatamente o que pensei. Ele inocenta o Azeredo para poder isentar os mensaleiros. Nada como algo pré organizado e predeterminado pelo Lulla. LAMENTÁVEL. É ISSO QUE É UM JUIZ DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.O famoso "adivogadu di porta di cadeia"
Ainda bem que ele não agiu no caso do Battisti, senão ele teria ficado aqui sem a interferência do Lulla.
Ele defenderá todas as idéias do PT. Senado vocês fizeram a maior bobagem da sua história destruíram o sistema judiciário do Supremo.
sem opinião
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Cassio Tavares (762) 05/12/2009 11h44
Cassio Tavares (762) 05/12/2009 11h44
Antonio Clarel, que isso ? Quem gosta do Presidente Lula é quem recebe do governo ? Credo. A pesquisa DataFolha, da maior credibilidade ( nem os senadores da oposição duvidam ) constatou que 73 % dos profissionais liberais ( médicos, engenheiros, advogados, economistas, dentistas e profissionais de centenas de outras categorias ) declaram considerar o o governo atual e seu presidente, regular, bom ou ótimo. Voce acaba de ofender a milhares ou talvez milhões de profissionais liberais do nosso país de receber dinheiro do governo para se declararem a favor do atual governo. Eu, como profissional liberal ( engenheiro ) repudio veementemente essa sua afirmação. Não sou funcionário público, nunca fui, não trabalho para nenhum orgão público de nenhum governo, não sei nem que é o presidente do PT e de nenhum outro partido em meu estado ( região sudeste ), não sei nem onde fica a sede de nenhum desses partidos em minha cidade. Mas que coisa, caramba. Essa oposição sem discurso, sem rumo, sem voto, e até sem candidato ( ninguém quer se arriscar ) procura um factóide a cada dia, que logo caem no vazio, insiste irracionalmente em querer atingir o presidente, por falta completa de dados concretos. A Revista (IN)VEJA da semana passada fez uma reportagem atacando o genro do presidente. A justiça, atenção, a justiça, já arquivou a denuncia por absoluta falta de provas. Êta desgraceira. A tempo Clarel. Voce não respondeu o que eu coloquei no comentário anterior. Coragem e responda. 2 opiniões
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