Brasil
10/07/2008 - 12h21

Diretor-geral da PF nega politização na Operação Satiagraha

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, negou nesta quinta-feira uma possível politização em torno da Operação Satiagraha --que prendeu o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, o investidor Naji Nahas, o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, e outras 14 pessoas suspeitas por desvio de verbas, corrupção e lavagem de dinheiro.

Corrêa também negou que a libertação de alguns dos envolvidos iniba a ação policial. "Qualquer interpretação política da ação da Polícia Federal não [nos] inibe porque nós nos pautamos pelo rigor técnico, pela legalidade e pela investigação dos fatos. Nós não somos motivados por qualquer outro fator, muito menos político", disse Corrêa.

O diretor da PF evitou comentar sobre a decisão do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, que ontem definiu pela liberação do empresário Daniel Dantas, de Verônica Dantas (irmã e parceira de negócios), e de mais nove pessoas presas na terça na ação policial.

"Nós atuamos em um ponto estritamente técnico, então comentários [políticos] não são objeto de análise", afirmou Corrêa. Em seguida, ele disse que as prisões dos envolvidos nas denúncias têm um caráter específico, que é processual. "A natureza dessa prisão é processual, além dela ter esse papel para cumprir a formação da prova, nós temos de cumprir a decisão judicial."

Algemas

O uso de algemas, registrado nas imagens de TV e também em fotografias estampadas nos jornais, incomodou autoridades federais que criticaram publicamente o método.

Porém, Corrêa defendeu hoje a atuação da PF e disse que o método foi correto. Segundo ele, o debate é gerado porque envolve denunciados que têm alto poder aquisitivo.

"O uso de algemas é uma regra geral. É uma questão de segurança, de padrão procedimental, isso causa algum debate por causa do nível social dos presos", disse Corrêa. "Nosso tratamento é o mesmo [para todos]. Tratamento igual a todos perante à lei."

No entanto, o diretor afirmou que eventuais incorreções ocorridas durante as prisões e nas investigações da Operação Satiagraha estão sendo apuradas. Ele sinalizou também que se forem descobertas irregularidades não ficarão impunes.

"O sucesso de uma operação não tem o condão de legitimar qualquer desvio de conduta de servir e a inobservância de procedimentos internos", disse.

Comentários dos leitores
J. Pimentel (68) 22/11/2009 11h21
J. Pimentel (68) 22/11/2009 11h21
Aos poucos estão desqualificando os crimes cometidos no emblemático caso do Mensalão. O mensalão "oficialmente" é uma contribuição mensal para que os deputados votassem com o governo. Na prática foi a forma de reeembolsar os deputados para cobrir seus compromissos de campanha. Esse dinheiro saiu de um CAIXA DOIS, ou seja, fora da contabilidade oficial, do mesmo caixa que financiou grande parte das campanhas, não só do PT. O Operador pricipal foi Marcos Valério, através de suas agências de propaganda, mas não foi o único com certeza, porque a movimentação financeira é muito alta para ficar concentrada apenas nas agências denunciadas. São dois crimes, na verdade, que já ficou em apenas um e, depois de tanto tempo já se pode colocar este caso no rol de impunidades que assola a dignidade do país. Com o apoio popular que tem, Lula tem assegurado essa impunidade, inclusive negando o inegável, fingindo desconhecer o esquema que não foi criado por ele, mas é uma prática tradicional da politica brasileira. A descaração do PT e seus aliados, que continuam dando as cartas no partido e na politica brasileira, é apenas um desses atos vergonhosos com os quais os brasileiros se acostumaram e, pelo apoio que teem dado ao atual governo, também apoiam essa "maracutaia", termo consagrado na língua portuguesa pelo próprio presidente Lula. É bom que se esclareça que não foi o PT quem criou essas práticas. A decepção é que acreditavamos que o PT fosse acabar com elas e não utilizá-las também. 1 opinião
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Santos Júnior (299) 22/11/2009 11h07
Santos Júnior (299) 22/11/2009 11h07
Sr Pacificador, o sr Luiz Inácio não arrisca fala essas mentiras para pessoas como nós e sim para os seus bolsistas que trocam o voto por esmolas, portanto, não se espante quando o vosso presidente sair por ai parafraseando bizarrices!! 2 opiniões
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Manoel Brito (2) 22/11/2009 11h03
Manoel Brito (2) 22/11/2009 11h03
Excelentissimo Ministro Joaquim, Nós Brasileiros Agreditamos na sua Transparência, e Competência , estamos ao seu lado.
Manoel de Brito Oliveira
Ilha Solteira-SP
sem opinião
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