Brasil
10/07/2008 - 16h46

Depoimento motivou novo pedido de prisão de Dantas, diz Procuradoria

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MARCELO GUTIERRES
colaboração para a Folha Online

O depoimento de Hugo Chicaroni, preso na terça-feira durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, motivou o novo pedido de prisão do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, nesta quinta-feira, segundo o Ministério Público Federal.

Fernando Donasci/Folha Imagem
Daniel Dantas voltou a ser preso por decisão da Justiça Federal em São Paulo
Daniel Dantas voltou a ser preso por decisão da Justiça Federal em São Paulo

Em nota divulgada na tarde de hoje, o procurador da República Rodrigo De Grandis explica que reiterou o pedido de prisão após "tomar ciência oficialmente" do depoimento de Chicaroni à PF e do resultado da busca e apreensão realizada na residência dele e na de Dantas na terça-feira.

Segundo a Procuradoria, Chicaroni detalhou no depoimento os preparativos da tentativa de suborno de um delegado federal para que o nome de Dantas e de integrantes da sua família fosse retirado de um inquérito da PF sobre supostas operações ilícitas.

"Para o Ministério Público Federal, no entanto, diante do resultado da operação, não havia mais o que esperar, uma vez que na casa de Chicaroni no dia em que a Operação Satiagraha foi deflagrada a Polícia Federal apreendeu R$ 1,28 milhão. Além disso, em depoimento à Polícia Federal, na presença de seu advogado, Chicaroni detalhou os preparativos da corrupção", diz o procurador na nota.

Segundo a denúncia, o dinheiro teria sido oferecido ao delegado federal Vitor Hugo Rodrigues Alves por dois emissários de Dantas: Chicaroni e Humberto José da Rocha Braz --também conhecido por Guga--, assessor de Dantas e ex-diretor da Brasil Telecom, empresa que pertenceu ao grupo Opportunity.

O advogado Nélio Machado, que defende Dantas, nega a tentativa de suborno. "Sobre esse assunto [a tentativa de suborno] eu não tenho nenhum conhecimento de nenhum procedimento do senhor Humberto Braz de nenhuma tentativa que ele tenha feito com quem quer que seja", disse o advogado em entrevista coletiva hoje à tarde.

Chicaroni continua preso na carceragem da PF. Dantas havia deixado a prisão na madrugada de hoje após ter conseguido um habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal). Porém, a Justiça Federal decretou nesta quinta-feira a prisão preventiva do banqueiro, segundo informou o ministro da Justiça, Tarso Genro.

O banqueiro, o megainvestidor Naji Nahas e o ex-prefeito Celso Pitta foram presos na terça-feira durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Após a determinação que havia beneficiado Dantas, Nahas e Pitta pediram ao Supremo a extensão da decisão.

Comentários dos leitores
Saulo Mundim Lenza (597) 07/11/2009 21h49
Saulo Mundim Lenza (597) 07/11/2009 21h49
O Azeredo tem culpa e, sabe disso.
O resto é conversa fiada.
Esse cara não é confiável.
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Monica Rego (335) 07/11/2009 19h49
Monica Rego (335) 07/11/2009 19h49
Nada como um dia atraz do outro lavem mais um tucano se fazendo de vitima, nunca fazem nada nem as privataria é deles a lista de furnas é falsa a pasta rosa também a reeleição um golpe atraz do outro e os cars fingindo de morto mas em tempo devido vamos eleger uma mulher!!!!
DILMA2010!!!!!!!!!!
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Jamais numa hora como esta um politico teria uma palavra. Politicos são simultaneamente pessoas de uma, 1/2, 1/4, 1/8 de palavra. Cuidado se por interesse politico uma mentira passa rapidinho a ser uma pretença ou dita pura verdade. O sentido comum politico é tão unilateral que seus efeitos jamais representarão a vontade democratica. A sociedade dos partidos politicos ja pressupõe na sua formação uma pré divisão onde os mesmos conceitos passam a ser tratados como pré conceitos.
O povo necessita ter a coragem de enchergar claramente as ações isentas das paixões e tendencias que de forma pura constroem a vida comunitária, dando sustento às necessidades de trabalho, moradia, saude , educação. Um politico envolvido em uma trama das chamadas mensalinho ou mensalão, cnstrução de castelos, farra das passagens, gastos excessivos com cartões corporativos em beneficio proprio, atos secretos, não estão sequer intencionados no bem comum do povo. Dizer se agora depende do parecer técnico do STF é assumir de pronto que o sentido técnico nos seus entremeios poderá assumir algo diferente do real sentido comum. Jamais teria existido qualquer desvio de dinheiro como foi mencionado pelo ministro relator no STF se o fato gerador " o governador do estado de Minas Gerais na época não estivesse concorrendo à reeleição e a SMPEB, a DNA, o Duda Mendonça não estivessem no comando das operações a por aprovação do proprio governador". Esperamos a resposta tecnica da palavra inteira responsavel do STF.
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