Valor já pago a Dantas pela Oi está no exterior, suspeita PF
da Folha Online
Reportagem de Leonardo Souza e Valdo Cruz publicada nesta sexta-feira na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal) informa que a Polícia Federal suspeita que o banqueiro Daniel Dantas tenha enviado para o exterior, de forma fraudulenta, os R$ 139 milhões recebidos pelo Opportunity referentes à primeira parcela da venda da Brasil Telecom para a Oi.
Segundo a reportagem da Folha, os investigadores da Operação Satiagraha verificaram indícios de aplicações financeiras ilegais no exterior após o Opportunity ter recebido os primeiros milhões da Oi, entre o final de abril e começo de junho.
Dantas foi preso durante a Operação Satiagraha, da PF, que investiga suposta prática dos crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas, formação de quadrilha e tráfico de influência para a obtenção de informações privilegiadas em operações financeiras.
Após conseguir um habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal) na noite de quarta-feira, o banqueiro voltou à prisão ontem por decisão da Justiça Federal em São Paulo. Dantas também é suspeito de tentar subornar um delegado federal para que seu nome fosse retirado de um inquérito da PF. A defesa do banqueiro nega.
Investigações
Segundo a PF, as investigações começaram há quatro anos, com o desdobramento das apurações feitas a partir de documentos relacionados com o caso mensalão. A partir de documentos enviados pelo STF para a Procuradoria da República no Estado de São Paulo, foi aberto um processo na 6ª Vara Criminal Federal.
Na apuração foram identificadas pessoas e empresas supostamente beneficiadas no esquema montado pelo empresário Marcos Valério para intermediar e desviar recursos públicos. Com base nas informações e em documentos colhidos em outras investigações da Polícia Federal, os policiais apuraram a existência de uma organização criminosa, supostamente comandada por Daniel Dantas, envolvida com a prática de diversos crimes.
Para a prática dos delitos, o grupo teria possuído empresas de fachada. As investigações ainda descobriram que havia uma segunda organização, formada por empresários e doleiros que supostamente atuavam no mercado financeiro para lavagem de dinheiro. O segundo grupo seria comandado pelo investidor Naji Nahas.
Além de fraudes no mercado de capitais, baseadas principalmente no recebimento de informações privilegiadas, a organização teria atuado no mercado paralelo de moedas estrangeiras. Há indícios inclusive do recebimento de informações privilegiadas sobre a taxa de juros do Federal Reserve (Fed, o BC americano).
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Especial



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"Para isentar Azeredo, Toffoli usa defesa dos petistas no mensalão"
Exatamente o que pensei. Ele inocenta o Azeredo para poder isentar os mensaleiros. Nada como algo pré organizado e predeterminado pelo Lulla. LAMENTÁVEL. É ISSO QUE É UM JUIZ DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.O famoso "adivogadu di porta di cadeia"
Ainda bem que ele não agiu no caso do Battisti, senão ele teria ficado aqui sem a interferência do Lulla.
Ele defenderá todas as idéias do PT. Senado vocês fizeram a maior bobagem da sua história destruíram o sistema judiciário do Supremo.
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