Tarso e Corrêa negam que PF monitorou gabinete de presidente do Supremo
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O ministro Tarso Genro (Justiça), e o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, negaram nesta sexta-feira que existam investigações envolvendo o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes. Tarso e Corrêa atribuíram essas informações a plantações de intrigas e fofocas.
"[Na conversa com Mendes] Eu disse até que tem alguém, a mando de alguém, que não se sabe quem é, que está plantando provavelmente uma intriga. Não é a Polícia Federal", disse Tarso. "Portanto, tem alguém plantando [intrigas]. É a plantação de alguma tentativa de desgaste da relação entre os Poderes, mas isso não tem a mínima importância nem é verdadeiro."
Segundo informa o Painel, editado por Renata Lo Prete, publicado nesta sexta-feira na Folha, a Polícia Federal monitorou o gabinete do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, a pedido do juiz federal Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo.
Tarso e Corrêa conversaram com Mendes para desmentir as informações e colocar a PF à disposição do presidente do Supremo. O ministro da Justiça disse ainda ter conversado com Sanctis, que negou ter sugerido investigações envolvendo o presidente do STF.
O diretor da PF reiterou que não há necessidade de instaurar uma sindicância para apurar o suposto envolvimento da PF em investigações envolvendo Mendes porque essa ação não ocorreu. "Isso é a mais uma dessas tantas fofocas em torno dessa operação [Satiagraha] que estão circulando pela mídia. Não há qualquer ato nisso", afirmou ele.
Crise
Tarso e Corrêa rebateram também que esteja ocorrendo uma crise entre o Judiciário, o Ministério Público, o Ministério da Justiça e a Polícia Federal.
"As nossas relações com o STF são boas e estáveis, o que existe atualmente não é divergência entre o Ministério da Justiça e o STF. Existe uma divergência jurídica e técnica entre o juiz da primeira instância e o Supremo", disse o ministro da Justiça.
Tanto o ministro como o diretor da PF afirmaram também ter colocado o serviço dos policiais à disposição do presidente do Supremo. Mas Tarso disse que não houve nenhum apelo de Mendes nesse sentido.
"Não tem desconforto [entre a PF e o STF] está tudo dentro da normalidade", disse Corrêa.
Para Tarso, a discussão gerada em torno do assunto foi provocado pelo "debate" político, que é comum considerando as atribuições de cada um dos Poderes, no caso, o Judiciário e o Executivo.
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"Para isentar Azeredo, Toffoli usa defesa dos petistas no mensalão"
Exatamente o que pensei. Ele inocenta o Azeredo para poder isentar os mensaleiros. Nada como algo pré organizado e predeterminado pelo Lulla. LAMENTÁVEL. É ISSO QUE É UM JUIZ DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.O famoso "adivogadu di porta di cadeia"
Ainda bem que ele não agiu no caso do Battisti, senão ele teria ficado aqui sem a interferência do Lulla.
Ele defenderá todas as idéias do PT. Senado vocês fizeram a maior bobagem da sua história destruíram o sistema judiciário do Supremo.
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