Brasil
11/07/2008 - 13h21

Presidente do STF encaminha à Justiça denúncia de que seu gabinete foi monitorado

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, encaminhou à Corregedoria Nacional de Justiça, ao Tribunal Regional Federal de São Paulo e ao Conselho da Justiça Federal a denúncia de que seu gabinete no tribunal teria sido monitorado pela Polícia Federal a pedido do juiz Fausto Martin de Sanctis, responsável por expedir o pedido de prisão do banqueiro Daniel Dantas.

Mendes espera que os órgãos tomem as "providências cabíveis" para apurar se há indícios concretos de que seu gabinete tenha sido monitorado pela PF.

Segundo o Painel da Folha, o presidente do Supremo foi informado nesta quinta-feira por uma desembargadora do TRF-SP de que seu gabinete foi monitorado pela PF a pedido de Sanctis.

Mendes também foi informado ontem de que assessores do seu gabinete teriam conversado com advogados de Dantas na sede do STF em Brasília, embora o ministro considere algo de rotina advogados de presos procurem a presidência do tribunal.

Após ser informado das conversas entre advogados de Dantas e seus assessores, Mendes acendeu o sinal de alerta sobre o suposto monitoramento da PF. Depois de ser informado pela desembargadora de São Paulo, o ministro decidiu tomar providências.

A Folha Online apurou que Mendes telefonou ontem para o ministro Tarso Genro (Justiça) em busca de explicações sobre o suposto monitoramento. Em seguida, recebeu a visita no STF do diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, para comunicar o fato. Tarso e Corrêa negaram a Mendes que a PF tenha monitorado o seu gabinete no STF.

Embate

Pouco mais de 24 horas depois da PF prender Dantas, Mendes concedeu habeas corpus para liberar o banqueiro. Dantas ficou algumas horas em liberdade nesta quinta-feira, mas teve um novo pedido de prisão expedido pelo juiz. A prisão preventiva de Dantas foi expedida pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo a pedido da PF e do Ministério Público Federal com base em documentos encontrados na casa dele na terça-feira.

Advogados acreditam que o episódio de prisão, soltura e nova prisão do banqueiro Daniel Dantas, ocorrido entre terça e ontem, explicita uma guerra entre Polícia Federal e Supremo Tribunal Federal. Eles divergiram sobre a "coragem" ou a "interferência indevida" do presidente do STF em soltar Dantas.

Comentários dos leitores
Saulo Mundim Lenza (597) 07/11/2009 21h49
Saulo Mundim Lenza (597) 07/11/2009 21h49
O Azeredo tem culpa e, sabe disso.
O resto é conversa fiada.
Esse cara não é confiável.
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Monica Rego (335) 07/11/2009 19h49
Monica Rego (335) 07/11/2009 19h49
Nada como um dia atraz do outro lavem mais um tucano se fazendo de vitima, nunca fazem nada nem as privataria é deles a lista de furnas é falsa a pasta rosa também a reeleição um golpe atraz do outro e os cars fingindo de morto mas em tempo devido vamos eleger uma mulher!!!!
DILMA2010!!!!!!!!!!
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Jamais numa hora como esta um politico teria uma palavra. Politicos são simultaneamente pessoas de uma, 1/2, 1/4, 1/8 de palavra. Cuidado se por interesse politico uma mentira passa rapidinho a ser uma pretença ou dita pura verdade. O sentido comum politico é tão unilateral que seus efeitos jamais representarão a vontade democratica. A sociedade dos partidos politicos ja pressupõe na sua formação uma pré divisão onde os mesmos conceitos passam a ser tratados como pré conceitos.
O povo necessita ter a coragem de enchergar claramente as ações isentas das paixões e tendencias que de forma pura constroem a vida comunitária, dando sustento às necessidades de trabalho, moradia, saude , educação. Um politico envolvido em uma trama das chamadas mensalinho ou mensalão, cnstrução de castelos, farra das passagens, gastos excessivos com cartões corporativos em beneficio proprio, atos secretos, não estão sequer intencionados no bem comum do povo. Dizer se agora depende do parecer técnico do STF é assumir de pronto que o sentido técnico nos seus entremeios poderá assumir algo diferente do real sentido comum. Jamais teria existido qualquer desvio de dinheiro como foi mencionado pelo ministro relator no STF se o fato gerador " o governador do estado de Minas Gerais na época não estivesse concorrendo à reeleição e a SMPEB, a DNA, o Duda Mendonça não estivessem no comando das operações a por aprovação do proprio governador". Esperamos a resposta tecnica da palavra inteira responsavel do STF.
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