Tarso reitera não haver divergências em decisões sobre libertação e prisão de Dantas
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O ministro Tarso Genro (Justiça) reiterou nesta sexta-feira que não há divergências entre as decisões judiciais que determinaram a libertação e a prisão preventiva do banqueiro Daniel Dantas. Segundo ele, são interpretações diferentes baseadas no que é permitido pela legislação brasileira.
Esquivando-se de criticar o STF (Supremo Tribunal Federal), Tarso tem conversado com o presidente da Suprema Corte, Gilmar Mendes, e com o juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Crimina Federal de São Paulo.
"[A decisão pela prisão preventiva] foi bem fundamentada, como a ordem de soltura do Supremo Tribunal Federal [a concessão do habeas corpus]. As duas ordens forma bem fundamentadas em situações diversas", disse Tarso.
Polêmicas
Em relação à controvérsia em torno do uso de algemas durante a Operação Satiagraha, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, disse que o método será mantido, sem modificações nem flexibilizações.
"Vale para todo mundo independentemente da classe social. O uso das algemas é um ato de administração pública. Para evitar a injustiça, nós temos uma regra que vale para todos. Não posso flexibilizar seu uso. Não temos duas categorias de cidadãos", disse Corrêa.
Recursos
A colunista Mônica Bergamo, da Folha, informou nesta sexta-feira que os advogados do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, preso na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, entraram nesta sexta-feira com uma petição no STF (Supremo Tribunal Federal) para que ele deixe a carceragem da Superintendência da PF em São Paulo.
Dantas está preso preventivamente desde ontem à tarde por decisão da Justiça Federal em São Paulo.
O banqueiro havia sido preso na última terça-feira, mas foi solto na madrugada de ontem depois que o presidente do STF concedeu um habeas corpus por considerar sua prisão "desnecessária".
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