Brasil
11/07/2008 - 14h15

Advogado de Chicaroni nega que seu cliente confessou suborno à PF

Publicidade

MARCELO GUTIERRES
colaboração para a Folha Online

O advogado de Hugo Chicaroni negou nesta sexta-feira que seu cliente confessou em depoimento a tentativa de suborno a um delegado federal para que ele tirasse alguns nomes do inquérito da Polícia Federal que investiga o dono do banco Opportunity, Daniel Dantas. Tanto Chicaroni quanto o banqueiro foram presos na última terça-feira (8) durante a Operação Satiagraha.

"Não, não existe confissão", afirmou o advogado Jean Menezes de Aguiar após deixar a Superintendência da PF em São Paulo, onde seu cliente permanece preso.

Segundo denúncia do Ministério Público Federal, duas pessoas teriam, supostamente a mando de Dantas, oferecido US$ 1 milhão para o delegado. Uma delas seria Chicaroni.

O depoimento de Chicaroni à PF foi um dos motivadores para o novo pedido de prisão preventiva de Daniel Dantas, que chegou a ser solto na madrugada de ontem, mas preso novamente durante a tarde do mesmo dia.

Segundo a Procuradoria, Chicaroni detalhou em seu depoimento à PF os preparativos da tentativa de suborno ao delegado federal para que o nome de Dantas e de integrantes da sua família fosse retirado de um inquérito da PF sobre supostas operações ilícitas.

Após visitar seu cliente, Aguiar sugeriu que teve dificuldades em se comunicar com Chicaroni na sede da PF em São Paulo. "A única reclamação é o sistema de interfone [utilizado pelo advogado para falar com o cliente]. Isso que eu vou discutir na Justiça."

Das 17 pessoas presas durante a Operação Satiagraha, Dantas e Chicaroni são os únicos que continuam presos na sede da PF em São Paulo. Dantas deve prestar depoimento às 15h desta sexta-feira.

Comentários dos leitores
J. Pimentel (66) 22/11/2009 11h21
J. Pimentel (66) 22/11/2009 11h21
Aos poucos estão desqualificando os crimes cometidos no emblemático caso do Mensalão. O mensalão "oficialmente" é uma contribuição mensal para que os deputados votassem com o governo. Na prática foi a forma de reeembolsar os deputados para cobrir seus compromissos de campanha. Esse dinheiro saiu de um CAIXA DOIS, ou seja, fora da contabilidade oficial, do mesmo caixa que financiou grande parte das campanhas, não só do PT. O Operador pricipal foi Marcos Valério, através de suas agências de propaganda, mas não foi o único com certeza, porque a movimentação financeira é muito alta para ficar concentrada apenas nas agências denunciadas. São dois crimes, na verdade, que já ficou em apenas um e, depois de tanto tempo já se pode colocar este caso no rol de impunidades que assola a dignidade do país. Com o apoio popular que tem, Lula tem assegurado essa impunidade, inclusive negando o inegável, fingindo desconhecer o esquema que não foi criado por ele, mas é uma prática tradicional da politica brasileira. A descaração do PT e seus aliados, que continuam dando as cartas no partido e na politica brasileira, é apenas um desses atos vergonhosos com os quais os brasileiros se acostumaram e, pelo apoio que teem dado ao atual governo, também apoiam essa "maracutaia", termo consagrado na língua portuguesa pelo próprio presidente Lula. É bom que se esclareça que não foi o PT quem criou essas práticas. A decepção é que acreditavamos que o PT fosse acabar com elas e não utilizá-las também. sem opinião
avalie fechar
Santos Júnior (299) 22/11/2009 11h07
Santos Júnior (299) 22/11/2009 11h07
Sr Pacificador, o sr Luiz Inácio não arrisca fala essas mentiras para pessoas como nós e sim para os seus bolsistas que trocam o voto por esmolas, portanto, não se espante quando o vosso presidente sair por ai parafraseando bizarrices!! 1 opinião
avalie fechar
Manoel Brito (2) 22/11/2009 11h03
Manoel Brito (2) 22/11/2009 11h03
Excelentissimo Ministro Joaquim, Nós Brasileiros Agreditamos na sua Transparência, e Competência , estamos ao seu lado.
Manoel de Brito Oliveira
Ilha Solteira-SP
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2972)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca