Minc diz que dados sobre desmatamento serão mais detalhados
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) defendeu nesta sexta-feira intervalo maior na divulgação dos dados relativos ao desmatamento por parte do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais). Ele explicou que a informação sobre áreas desmatadas será feita de forma mais detalhada, conforme o ministério do Meio Ambiente solicitou ao Inpe. Esses dados serão divulgados mensalmente, e não mais a cada 15 dias.
"O dado que será divulgado na próxima terça-feira está desagregado, ou seja, discrimina o que é corte raso e o que é degradação progressiva. Tudo de forma separada", afirmou.
Minc reafirmou que os dados que serão divulgados na semana que vem demonstram que houve redução da área desmatada no país, na comparação com o avaliado tanto em maio quanto em junho de 2007. Apesar disso, o ministro não se mostrou satisfeito com o nível de desmatamento no país.
"Houve redução, mas não vamos relaxar no combate ao desmatamento. A área afetada ainda é alta. Essa queda não nos anima e estamos cada vez mais estimulados a intensificá-la", afirmou.
Ao comentar sua atuação à frente do ministério, que assumiu no final de maio, Minc disse que ainda está em estado de choque com o que vem encontrando, citando a luta contra o gado em áreas ambientalmente protegidas e as multas a usineiros pernambucanos por utilizarem áreas da Mata Atlântica.
"Me sinto absolutamente prestigiado pelo presidente Lula. Em pouco tempo, várias demandas nossas foram aceitas. Então, não me acho um ministro fraco, me acho um ministro forte. Isso, aliás, foi uma condição. Não pedi para ser ministro. Coloquei uma série de condições que até agora, estão sendo cumpridas à risca pelo presidente", disse.
Minc anunciou também que o fundo internacional de preservação da Amazônia será lançado no dia 1º de agosto, no Rio. A expectativa é que sejam arrecadados US$ 900 milhões no primeiro ano de operação. A primeira doação será feita em setembro pela Noruega, que injetará US$ 100 milhões.
"Os doadores não terão assento nesse fundo, o que será uma novidade. Quem terá assento serão representantes do governo do Amazonas, do governo federal e das comunidades indígenas", afirmou.
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Assim, não se vai a lugar,algum.
Enquanto o Governo,tratar o assunto, de forma "política, para o Inglês, ver",não passaremos do desmatamento desordenado, e exploração dos recursos,concentração de rendas, etc...,ficará por aí.
A Amazônia e seu processo de desmatamento,requer, a meu ver, a constituição de uma COMISSÃO de notáveis, nas areas de infraestrutura,energia,agricultura,recursos naturais,engenharia de obras,e desenvolvimento sustentável,urbanismo e implantação de cidades e PESSOAS.
Estes, selecionados , reunidos e remunerados, para tal, elaborariam um PROJETO COMPLETO, incluindo o Gerenciamento do mesmo - um plano Marshall Tupiniquim - para Desenvolvimento, da região de abrangência, integrado, a fim de ocupação racional, autosustentável e harmonico.
" FOCO e Desenvolvimento TOTAL "
Teriamos aí, sim o maior PAC , do MUNDO , por 20 anos, futuros.
Até que poderia ocorrer,por osmose, o envolvimento
dos países vizinhos, que margeiam o rio Amazonas.
Dinheiro, pelo visto, não FALTA.Basta organizar e mandar " BALA ".
Aposto neste MEGA PROJETO, como Vitorioso.
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Existem diversas areas desmatadas que agora estão com pastagem degradada.
Grande parte dos ruralistas querem mesmo é vender madeira e lucrar muito. Depois vendem a terra aos pequenos produtores rurais (isto aconteceu e acontece em todo o Brasil).
Outra coisa, se o solo da amazonia não mudou, quando desmatarem aquilo-lá, vai tudo virar deserto.
O solo dos EUA e EUROPA é diferente daqui, possui quantidade de argila diferente e capacidade de armazenamento de água diferente, não dá para comparar.
Decisão técnica e não política.
Muitas ONGs são honestas mais que os políticos de plantão.
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