Brasil
11/07/2008 - 19h20

Com maior taxa de rejeição em SP, Maluf recebe declaração de amor

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MARCELO GUTIERRES
colaboração para a Folha Online

Um dia após ser hostilizado no centro de São Paulo, o deputado federal Paulo Maluf (PP), candidato à Prefeitura de São Paulo, obteve maior receptividade do eleitorado durante sua campanha nesta sexta-feira. O candidato chegou a ouvir, inclusive, uma declaração de amor de uma eleitora, durante visita ao Mercado Municipal, na região central da cidade.

Segundo a última pesquisa Datafolha, Maluf tem 55% de rejeição entre os paulistanos.

"Eu te amo, Maluf", disse a aposentada Iolanda Vasconcelos, 64, moradora da Bela Vista (centro), ao ver o deputado no Mercadão. Ela fazia uma refeição e deixou de comer para ir cumprimentá-lo. "Eu sou fã dele, pelas obras. Ele é ótimo. Eu vejo pessoa pela obra. Que prazer imenso de ver o Maluf, nossa", disse. O candidato do PP a abraçou e beijou a moradora. Maluf, 77, admite que seus simpatizantes sejam, majoritariamente, de faixa etária mais elevada.

Ontem, o candidato do PP caminhava pela rua José Paulino, região central de forte comércio popular, quando Ricardo Tanganelli, 22 anos, passou pela sua comitiva e gritou "Maluf, ladrão!". Não houve incidente.

Na ocasião, o candidato fez um mea-culpa, afirmando que "se tem alguém descontente, ele não é culpado não. O culpado sou eu porque não consegui transmitir a ele que eu fui o melhor prefeito de São Paulo". Na visita de hoje, de cerca de uma hora, o deputado não foi hostilizado diretamente.

Pitta

Maluf evitou novamente comentar as acusações contra o ex-prefeito Celso Pitta, que deixou na madrugada de hoje carceragem da Superintendência da Polícia Federal, na zona oeste. Pitta é investigado na Operação Satiagraha, que apura suposta prática dos crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas, formação de quadrilha e tráfico de influência para a obtenção de informações privilegiadas em operações financeiras.

Pitta é ex-afilhado político de Maluf, que durante a campanha municipal paulistana de 1996, dissera: "Votem no Pitta, e se ele não for um bom prefeito, nunca mais votem em mim". Em 2000, eles romperam.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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