Brasil
11/07/2008 - 19h14

Alencar e Jobim negam disputa de forças entre Judiciário, Ministério da Justiça e PF

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente da República em exercício, José Alencar, e o ministro Nelson Jobim (Defesa) negaram nesta sexta-feira que ocorra uma disputa de forças entre o Ministério da Justiça, a Polícia Federal e o Judiciário em decorrência das críticas geradas em torno da Operação Satiagraha, da PF.

Alencar afirmou que não há disputa alguma em torno da ação policial porque tanto o ministério como a PF respeitam o Judiciário. "O Ministério da Justiça tem o maior respeito pelo Judiciário e a PF também", disse o presidente.

Ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e ex-ministro da Justiça, Jobim negou que ocorram divergências entre os Poderes no que se refere à Operação Satiagraha, da PF. Para ele, as diferenças registradas no processo são "normais". "Não há disputa, isso faz parte das práticas do processo democrático", afirmou ele.

Nesta sexta-feira o ministro Tarso Genro (Justiça) reclamou da "plantação de intrigas" que estimularia a animosidade entre o presidente do STF, Gilmar Mendes, e a PF, após a divulgação sobre um suposto monitoramento no gabinete da presidência da Suprema Corte.

"É a plantação de alguma tentativa de desgaste da relação entre os Poderes. Mas isso não tem a mínima importância nem é verdadeiro", disse Tarso. "É intriga", afirmou ele.

O diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, também desmentiu a existência de uma crise entre os Poderes. "Fofoca não está no campo policial", afirmou ele. "Isso é mais uma das tantas fofocas em torno dessa operação [Satiagraha] que estão circulando pela mídia", disse.

Comentários dos leitores
J. Pimentel (66) 22/11/2009 11h21
J. Pimentel (66) 22/11/2009 11h21
Aos poucos estão desqualificando os crimes cometidos no emblemático caso do Mensalão. O mensalão "oficialmente" é uma contribuição mensal para que os deputados votassem com o governo. Na prática foi a forma de reeembolsar os deputados para cobrir seus compromissos de campanha. Esse dinheiro saiu de um CAIXA DOIS, ou seja, fora da contabilidade oficial, do mesmo caixa que financiou grande parte das campanhas, não só do PT. O Operador pricipal foi Marcos Valério, através de suas agências de propaganda, mas não foi o único com certeza, porque a movimentação financeira é muito alta para ficar concentrada apenas nas agências denunciadas. São dois crimes, na verdade, que já ficou em apenas um e, depois de tanto tempo já se pode colocar este caso no rol de impunidades que assola a dignidade do país. Com o apoio popular que tem, Lula tem assegurado essa impunidade, inclusive negando o inegável, fingindo desconhecer o esquema que não foi criado por ele, mas é uma prática tradicional da politica brasileira. A descaração do PT e seus aliados, que continuam dando as cartas no partido e na politica brasileira, é apenas um desses atos vergonhosos com os quais os brasileiros se acostumaram e, pelo apoio que teem dado ao atual governo, também apoiam essa "maracutaia", termo consagrado na língua portuguesa pelo próprio presidente Lula. É bom que se esclareça que não foi o PT quem criou essas práticas. A decepção é que acreditavamos que o PT fosse acabar com elas e não utilizá-las também. sem opinião
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Santos Júnior (299) 22/11/2009 11h07
Santos Júnior (299) 22/11/2009 11h07
Sr Pacificador, o sr Luiz Inácio não arrisca fala essas mentiras para pessoas como nós e sim para os seus bolsistas que trocam o voto por esmolas, portanto, não se espante quando o vosso presidente sair por ai parafraseando bizarrices!! 1 opinião
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Manoel Brito (2) 22/11/2009 11h03
Manoel Brito (2) 22/11/2009 11h03
Excelentissimo Ministro Joaquim, Nós Brasileiros Agreditamos na sua Transparência, e Competência , estamos ao seu lado.
Manoel de Brito Oliveira
Ilha Solteira-SP
sem opinião
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