Brasil
12/07/2008 - 08h48

Universal move novo processo contra Folha

FREDERICO VASCONCELOS
da Folha de S.Paulo

A Igreja Universal do Reino de Deus move ação de indenização por danos morais contra a Empresa Folha da Manhã S/ A, que edita a Folha, por entender que o editorial "Intimidação e Má-fé", publicado na capa do jornal em 19 de fevereiro, violou o direito fundamental à personalidade da instituição.

O editorial afirma que bispos da Iurd desencadearam contra os jornais "Extra", "O Globo", "A Tarde" e a Folha "uma campanha movida pelo sectarismo, pela má-fé e por claro intuito de intimidação".

O texto refere-se às ações movidas por adeptos da igreja, que alegaram se sentir ofendidos com a reportagem da jornalista Elvira Lobato publicada em novembro de 2007 sob o título "Universal chega aos 30 anos com império empresarial". Até agora, já foram propostas 98 ações, com base naquela reportagem, das quais 42 foram julgadas, todas favoráveis à Folha. Todas as ações são em juizados especiais de pequenas causas em cidades distantes dos grandes centros, o que dificulta a defesa.

Na ação que contesta o editorial, a Iurd alega que "alguns membros" ingressaram "voluntariamente" com ações, "por se sentirem atingidos pelas ofensas", e nega 'qualquer campanha sectarista".

A Universal alega que o jornal, "sob o pretexto da suposta intimidação da liberdade de expressão, acaba por demonstrar toda a sua intolerância religiosa". Alega, ainda, que "a ré [Folha] se utiliza do poder que possui por meio do jornal" para "propagar falsas informações e ofender ostensivamente a autora" [Igreja Universal].

A Folha oferecerá defesa à Justiça sustentando que essa ação faz parte de uma "campanha" da igreja, com claro intuito intimidatório. A defesa considera descabido o argumento da Iurd, de que o editorial não tinha caráter informativo. Segundo os advogados do jornal, a Constituição protege e considera inviolável não apenas o direito de informação, mas também o direito de livre expressão do pensamento.

"Estamos diante de mais uma demonstração totalitária da Igreja Universal. O que a Folha fez foi exercer o direito de informar e opinar", diz Maurício Azêdo, presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa). "Se há intolerância, é dessa parte da Iurd. O jornal deve derrubar na Justiça mais essa tentativa de impedir o direito à informação e à opinião."

"A ANJ (Associação Nacional de Jornais) condena qualquer iniciativa que vise a inibir a liberdade de expressão", afirmou Ricardo Pedreira, assessor da entidade.

René Ariel Dotti, advogado e professor titular da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná, diz que "a Iurd tem meios de comunicação e de divulgação próprios, como grandes assembléias e programas de televisão, mas deslocou o debate para o Judiciário, sob a forma de intimidação".

"Se a crítica é de interesse público, não há abuso. Esse episódio está revalorizando o papel histórico da Folha, um marco no exercício da liberdade de informação", diz Dotti, relator do Anteprojeto de Lei de Imprensa encaminhado ao Congresso pela OAB (1991).

"Se há uma atitude orquestrada da igreja, usando os juizados especiais, isso foge ao princípio do acesso à Justiça, que não pode ser utilizado de forma abusiva", diz o advogado Kazuo Watanabe.

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Yvonne Ferreira (193) 20/02/2008 13h37
Yvonne Ferreira (193) 20/02/2008 13h37
SAO PAULO / SP
Acho que a Folha deveria procurar coisas mais importantes para desnudar,como por exemplo a assassinato dos brasileiros por padres catolilos,que deu aos miseraveis um consolo ao invez de uma saudavel e produtiva ambição.
O Vaticano é um País, será que les esquentaram e ou aquecem suas fortunas em paraiso fiscal?
Ví uma foto do padre Marcelo hoje na Folha vcs não tem vergonha desse joguinho tão descarado!
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lindomar cardoso (2) 02/05/2008 18h24
lindomar cardoso (2) 02/05/2008 18h24
BELO HORIZONTE / MG
Na minha opnião, o grande problema disso tudo, é que realmente há muitos pastores corruptos não apenas na Universal como tambem, em tantas outras denominações evangélicas, mas isso não é exclusividade de uma religião, uma vez que o vaticano é a instituição mais rica do mundo, cujo patrimonio é incalculável segundo especialistas, patrimonio esse acumulado ao longo de 2 milenios, ao preço de muitas cabeças cortadas, corpos queimados, venda de indulgências e tantas outras crueldades contra o ser humano, sou batista, e não sou conivente com qualquer ato de corrupção na igreja evangélica, independente de qualquer denominação, ja visitei a IURD, detestei, porque fica se com a sensação de que todas as bençãos que Deus quer nos dar, tem que ser compradas como fazia " a santa igreja católica apostólica romana" que de santa nunca teve nada, e o islãmismo, do qual muitos adptos explodem pessoas em nome de DEUS, a grande verdade é que ninguem tem o direito de apontar o dedo pra ninguem, no caso da IURD, os própios evangélicos devem fazer esse questionamento, e podem ter certeza que a maioria discorda das atitudes daqueles pastores, certo é, que nem a imprensa sob o argumento da liberdade de comunicação, pode cercear o crescimento dos evangélicos com matérias de cunho tendencioso, uma vez essa mesma emprensa, quase nunca mostra, o que os evangélicos tem de bom, os seus eventos e mobilizações pelo mundo, mas basta um pastor corrupto aparecer pra virar capa de jornal, igualdade é democracia 4 opiniões
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ronaldo manoel santos (2) 24/02/2008 15h05
ronaldo manoel santos (2) 24/02/2008 15h05
SAO PAULO / SP
legal.é isso aí!!! 1 opinião
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Vandclei Batista dos Santos (2) 22/02/2008 15h50
Vandclei Batista dos Santos (2) 22/02/2008 15h50
RECIFE / PE
Infelizmente ainda acontece esse tipo de perseguição implacável por parte da imprensa em relação aos evangélicos, imagine, você que é membro de uma instituição, ter que passar por este tipo de situação, embora muitos não gostem ou simpatizem com sua escolha, isso não dá o direito a ninguém de ofender, menosprezar a instituição que você participa e leva a sério. Acredito que acima de qualquer coisa, democracia é o respeito de um para com o seu semelhante, independente das suas escolhas e modo de vida. 13 opiniões
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ainda sobre a lei eleitoral brasileira, e um absurdo que se limite a apenas 3 meses as propagandas eleitorais, e praticando o exercio da demogracia que iremos aperfeiçoa-la, ainda que se tenha muito a percorrer.
jose abelardo
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Alcides Emanuelli (118) 12/07/2008 20h41
Alcides Emanuelli (118) 12/07/2008 20h41
FLORIANOPOLIS / SC
Nesta Sexta feira, assisti um programa na televisão sobre os índios do Alto Xingu, uma aldeia com cacique, pagé, e todos os demais habitantes daquela nação indigena e todos riam, brincavam, faziam suas festas, tinham suas crenças, casavam com uma ou duas mulheres, tinham seus filhos, os amavam como amavam suas mulheres, caçavam, cozinhavam, plantavam, tinham nas plantas os remédios para suas doenças, e continuavam a levar a vida como ela é linda como a natureza daquele lugar que o homem já esta proximo de destruir com suas hidroelétricas, com suas obras faraonicas para roubarem mais dinheiro publico.
Mas voltando os índios não tinham ambições, um era o cacique uma vez que é uma sociedade Patriarcal, outro era o Pagé que era respeitado por seus conhecimentos e sua sabedoria maior sobre todos e os outros eram cidadões brasileiros de uma das muitas etinias que encontramos nessa terra que tem Palmeiras, lagos e rios com peixes, matas com aves e selvas com animais.
Nessa Natureza vive um povo que é feliz, onde há o amor e todos se amam e se respeitam embora andem sem roupa.
Isso é uma vida para ser seguida, uma vida de amor e paz.
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SAO PAULO / SP
Incrível a semelhança entre Gilmar Mendes, a Polícia Federal e a Igrega Universal do Reino de Deus (e de seus representantes na Terra!). Quem é leigo em direito fica querendo saber quando isso vai acabar e, principalmente se, com tal feira de vaidades, vai haver predominância do direito. Quantos estão presos indevidamente? Alguém se preocupa com eles? A insolúvel história dos que já cumpriram pena e continuam presos agora vai acabar? Ou só milionário tem acatamento a seus direitos constitucionais? Dá para lembrar que no massacre do Carandiru morreu gente que estava presa arbitrariamente? Agora o STJ vai cuidar das prisões indevidas? A Polícia Federal vai tratar corretamenta as prisões que forem feitas? Todos os que merecem ser presos serão presos? Poderiam, ainda, ser feitas centenas dce perguntas sobre as dúvidas legais, jurídicas e de procedimento das polícias brasileiras e dos diferentes níveis de justiça. Porém, o que fica de toda esta confusão armada é a insegurança do cidadão, que não está vendo procedimentos das autoridades correspondentes a uma norma isenta de impulsos pessoais e corporativos. Uma pergunta fica para ser rerspondida: tanta confusão é para conturbar a questão, devido a envolvimentos que não se conhecem? É muita dúvida para tranquilizar a sociedade de que ela está recebendo o que precisa e merece das autoridades cujo pagamento faz! sem opinião
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