Brasil
12/07/2008 - 18h51

Para Marta, atual gestão fez pouco com orçamento duas vezes maior que o dela

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DEH OLIVEIRA
colaboração para a Folha Online

Atualizado às 20h35

Em discurso de cerca de 20 minutos para militantes petistas na tarde deste sábado na quadra da escola de samba X-9, na zona norte de São Paulo, a candidata à prefeitura Marta Suplicy (PT) disse que a atual administração fez muito pouco, com um orçamento muito superior ao que ela tinha quando foi prefeita de São Paulo.

Segundo a candidata, ao ser eleita (em 2000), ela tinha à disposição R$ 9 bilhões. Ao deixar o cargo (em 2004), a verba chegou a R$ 13 bilhões. Hoje, porém, o orçamento atingiu R$ 23 bilhões. 'Nós fizemos muito, com muito pouco. E eles fizeram muito pouco, com muito', disse a ex-prefeita.

Para Marta Suplicy, mesmo com mais dinheiro em caixa, a gestão atual --que começou com José Serra (PSDB), que passou o cargo para Gilberto Kassab (DEM) ao ser eleito governador do Estado, em 2006-- não investiu o que deveria em áreas como trânsito, saúde e educação.

A candidata criticou ainda a postura da prefeitura em relação aos CEUs (Centro Educacionais Unificados), uma das bandeiras de sua administração. Segundo ela, a atual gestão teria deixado pela metade as obras de conclusão dos que já haviam sido contratados durante sua passagem pela prefeitura. 'Vamos voltar a qualidade dos CEUs e vamos voltar a ter os CEUs que têm que ter', prometeu.

Apesar das críticas contra a atual administração municipal, Marta Suplicy evitou vincular a recente prisão de fiscais envolvidos em extorsão de ambulantes com uma possível volta à máfia dos fiscais, em moldes semelhantes à que foi descoberta durante a gestão de Celso Pitta (1996-2000), com a participação de vereadores. 'Isso está num processo de investigação, nós temos de aguardar', disse.

Embora a candidata tenha evitado comentar o assunto, o episódio da prisão de fiscais que extorquiam camelôs da região do Brás, desbaratado nesta sexta-feira (11), foi lembrado durante a plenária.

O presidente do diretório municipal do PT de São Paulo, José Américo Dias, disse que a bancada petista na Câmara protocolou um pedido de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o caso.

Outro lado

Por meio de nota, a assessoria do prefeito Kassab diz que Marta "deveria ter vergonha de falar em finanças públicas, pois deixou a prefeitura de São Paulo com R$ 18 mil na conta, mais de R$ 600 milhões em contas vencidas e uma fila de credores na porta".

Segundo a nota, a gestão Kassab colocou as finanças em ordem eliminando impostos como a taxa do lixo e recuperou a capacidade de investimento da prefeitura, que fez dois hospitais na Cidade Tirandentes e no M'Boi Mirim, 110 AMAs, 218 escolas (sendo 25 CEUS) e aplicou R$ 1 bilhão no Metrô, algo que a prefeitura não fazia desde 1980.

Mobilização

A necessidade de uma grande mobilização da militância na zona norte, tido como um reduto de direita pelos petistas, foi um dos pontos mais comentados durante os discursos na plenária. O partido avalia que Marta Suplicy tem boas condições de crescimento na região, onde a ex-prefeita registrou o pior desempenho nas pesquisas de intenção de voto.

De acordo com o último levantamento do Datafolha, a candidata petista lidera as intenções de voto na capital para o primeiro turno das eleições, com 38% da preferência do eleitorado. Em seguida aparece Geraldo Alckmim (PSDB), com 31%. O prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, tem 13%, enquanto Paulo Maluf (PP) aparece com 8% e Soninha Francine (PPS) com 1%.

A plenária na zona norte teve a participação de diversos candidatos a vereador pelo PT e dos partidos aliados. Também acompanharam a prefeita o candidato a vice, Aldo Rebelo (PC do B), e o deputado federal petista José Genoino.

Na parte da manhã, Marta Suplicy também participou de encontro com militantes petistas, com os diretórios da zona sul. A plenária ocorreu na Universidade Ibirapuera.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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