Daniel Dantas vai prestar depoimento à PF na quarta-feira
da Folha Online
O banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, vai prestar depoimento na Superintendência da Polícia Federal de São Paulo nesta quarta-feira (16). A data foi acertada na última sexta-feira entre a PF e a defesa do banqueiro, investigado na Operação Satiagraha, por suposta tentativa de suborno e prática de crimes financeiros.
Dantas foi preso duas vezes na semana passada, mas foi solto beneficiado por decisões do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes. A primeira prisão foi decretada pelo juiz federal Fausto Martins de Sanctis, 6ª Vara Criminal da Justiça Federal, em São Paulo, na última terça-feira (8), quando foi deflagrada a operação. A defesa do banqueiro recorreu ao STF e, no dia seguinte, Gilmar Mendes concedeu o primeiro habeas corpus.
Cerca de dez horas depois que Dantas deixou a carceragem da Superintendência da PF em São Paulo, o mesmo juiz federal decretou novamente a prisão de Dantas, desta vez preventiva, com base em documentos apresentados pela PF e pela Procuradoria. Um depoimento também reforçou o pedido de prisão por tentativa de suborno.
Segundo a Procuradoria, Hugo Chicaroni, também preso na operação, confessou em depoimento os preparativos da tentativa de suborno de um delegado federal para que o nome de Dantas e de integrantes da sua família fosse retirado de um inquérito da PF sobre supostas operações ilícitas. A defesa de Chicaroni nega.
Dantas voltou à prisão e a defesa do banqueiro recorreu novamente ao STF. Apesar das novas provas, Gilmar Mendes concedeu novo habeas corpus na sexta-feira à tarde. O banqueiro foi solto e teria voltado ao Rio de Janeiro, onde mora.
A decisão de Gilmar Mendes provocou vários protestos de juízes federais, delegados federais e procuradores da República, que questionaram o posicionamento do presidente do Supremo.
No sábado, o ministro Tarso Genro (Justiça) disse que a soltura de Dantas cria a possibilidade de ele deixar o país, fugindo assim de uma de nova prisão. "A possibilidade [de fuga] realmente existe", disse.
Além de Dantas, foram presos durante a operação o investidor Naji Nahas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e mais 14 pessoas. Com exceção de Hugo Chicaroni, que continua preso, todos já foram soltos.
Investigações
Segundo a PF, as investigações começaram há quatro anos, com o desdobramento das apurações feitas a partir de documentos relacionados com o caso mensalão. A partir de documentos enviados pelo STF para a Procuradoria da República no Estado de São Paulo, foi aberto um processo na 6ª Vara Criminal Federal.
Na apuração foram identificadas pessoas e empresas supostamente beneficiadas no esquema montado pelo empresário Marcos Valério para intermediar e desviar recursos públicos. Com base nas informações e em documentos colhidos em outras investigações da Polícia Federal, os policiais apuraram a existência de uma organização criminosa, supostamente comandada por Daniel Dantas, envolvida com a prática de diversos crimes.
Para a prática dos delitos, o grupo teria possuído empresas de fachada. As investigações ainda teriam descoberto que havia uma segunda organização, formada por empresários e doleiros que supostamente atuavam no mercado financeiro para lavagem de dinheiro. O segundo grupo seria comandado pelo investidor Naji Nahas.
Além de fraudes no mercado de capitais, baseadas principalmente no recebimento de informações privilegiadas, a organização teria atuado no mercado paralelo de moedas estrangeiras. Há indícios, inclusive, do recebimento de informações privilegiadas sobre a taxa de juros do Federal Reserve (Fed, o BC americano).
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Especial



Vera Lucia afirma detalhes da operação de entrada e saida de recursos de campanha nas eleições de 94 e 98, com recebimento de doações de empresários e inclusive com doações como empréstimo, certamente como aquele que o Genuino assinou.
Realmente o esquema é exatamente o mesmo do valerioduto do PT e que agora Azeredo diz que nunca se reuniu com Vera, o que soa como rotina, negar encontros ou reuniões, como recentemente Dilma mencionou a respeito de Lina.
Não restam nenhumas dúvidas de que podemos analizar de que para um político não ser punido, basta negar os motivos pelos quais está sendo acusado, que já motivo suficiente para não ser punido, pelo mesnos é o que se deixa parecer.
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O resto é conversa fiada.
Esse cara não é confiável.
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DILMA2010!!!!!!!!!!
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