CPI do Grampo decide amanhã se convoca Dantas, Nahas, Gushiken e Greenhalgh
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, de Brasília
A CPI das Escutas Telefônicas da Câmara vai colocar em votação nesta terça-feira (15) os requerimentos de convocação do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, do investidor Naji Nahas, do ex-ministro Luiz Gushiken e do ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) para prestar depoimentos sobre escutas telefônicas clandestinas.
Embora o tema das convocações não esteja relacionado diretamente com a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, que prendeu Dantas, Nahas e pediu a prisão de Greenhalgh, o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) acredita que o esquema desmontado pela PF pode vir à tona em meio às investigações das escutas.
"É uma semelhança de operação envolvendo os mesmos personagens. Pode ser que isso represente alguma coisa", disse. O deputado explicou que centralizou os requerimentos de convocação nas escutas telefônicas para não fugir do foco da CPI --embora o seu objetivo, como ex-sub relator da CPI dos Correios (que investigou o mensalão) seja descobrir detalhes do esquema que envolve Dantas e Nahas.
A expectativa, no entanto, é que a comissão não tenha como foco as denúncias descobertas pela PF na Operação Satiagraha --que investiga a suposta prática dos crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas, formação de quadrilha e tráfico de influência para a obtenção de informações privilegiadas em operações financeiras. O esquema, que seria coordenado por Dantas, teria surgido durante o escândalo do mensalão.
A base aliada do governo se articula para tentar derrubar os requerimentos. Embora os governistas ainda não tenham definido como vão agir na votação, temem que as investigações respinguem no governo federal diante da suposta ligação de Greenhalgh com Dantas. Na oposição, também não há consenso sobre as convocações diante da ligação do banqueiro do Opportunity com políticos do DEM e PSDB.
Recesso
Fruet reconheceu que "dificilmente" Dantas, Nahas, Gushiken e Greenhalgh sejam ouvidos antes do recesso parlamentar de julho, que tem início dia 17, caso a CPI aprove os requerimentos. "Vai depender da agenda de trabalhos. Na pior das hipóteses, em agosto a CPI pode colher os depoimentos. Se houver um pedido do presidente da comissão, ela pode funcionar no recesso desde que seja autorizada pelo presidente da Câmara", explicou.
Ao contrários das comissões permanentes da Câmara, a CPI tem poderes para convocar Dantas, Nahas, Gushiken e Greenhalgh. Se os requerimentos forem aprovados no plenário da comissão, os quatro serão obrigados a comparecer à Câmara para prestar esclarecimentos.
Segundo o deputado, a Telecom Itália teria pago propina a autoridades brasileiras por intermédio de Nahas.
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Especial


Lá tem Ali ba Baredo agora, com 79 ladrões
Opa, NESTE ESPAÇO CANSEI DE VER ESSA REFERÊNCIA, qdo de outro mensalão.
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O prestigioso jornal Süddeutsche Zeitung se referiu a Lula como "superstar" em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.
O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países.
O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel "de igual para igual".
No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão.
'Milagre econômico'
Já o conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma "nova terra do milagre econômico" que "ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante".
Na reportagem intitulada Um visitante autoconfiante, o FAZ lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o "capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes", o que faz do real "uma das moedas mais fortes do mundo".
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