Brasil
14/07/2008 - 15h27

Suposto braço direito de Dantas se entrega à PF em São Paulo

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DEH OLIVEIRA
colaboração para a Folha Online

Foragido desde que a Polícia Federal iniciou as prisões da Operação Satiagraha, o suposto braço direito do banqueiro Daniel Dantas, Humberto Braz, se entregou neste domingo à PF em São Paulo.

Braz é acusado pela PF de tentar subornar policiais a fim de tirar o nome de Dantas das investigações da operação.

Segundo informações da polícia e do advogado de Braz, Renato de Morais, ele foi transferido hoje, por volta das 13h, para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Guarulhos.

A PF informou que ele foi transferido porque sua prisão é preventiva, e que o mesmo não ocorreu com Hugo Chicaroni, que continua preso na Superintendência da PF em São Paulo, por decisão da Justiça.

Depoimento

Daniel Dantas, do Opportunity, vai prestar depoimento na Superintendência da Polícia Federal de São Paulo nesta quarta-feira (16). A data foi acertada na última sexta-feira entre a PF e a defesa do banqueiro, investigado na Operação Satiagraha, por suposta tentativa de suborno e prática de crimes financeiros.

Dantas foi preso duas vezes na semana passada, mas foi solto beneficiado por decisões do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes. A primeira prisão foi decretada pelo juiz federal Fausto Martins de Sanctis, 6ª Vara Criminal da Justiça Federal, em São Paulo, na última terça-feira (8), quando foi deflagrada a operação. A defesa do banqueiro recorreu ao STF e, no dia seguinte, Gilmar Mendes concedeu o primeiro habeas corpus.

Cerca de dez horas depois que Dantas deixou a carceragem da Superintendência da PF em São Paulo, o mesmo juiz federal decretou novamente a prisão de Dantas, desta vez preventiva, com base em documentos apresentados pela PF e pela Procuradoria. Um depoimento também reforçou o pedido de prisão por tentativa de suborno.

Segundo a Procuradoria, Hugo Chicaroni, também preso na operação, confessou em depoimento os preparativos da tentativa de suborno de um delegado federal para que o nome de Dantas e de integrantes da sua família fosse retirado de um inquérito da PF sobre supostas operações ilícitas. A defesa de Chicaroni nega.

Dantas voltou à prisão e a defesa do banqueiro recorreu novamente ao STF. Apesar das novas provas, Gilmar Mendes concedeu novo habeas corpus na sexta-feira à tarde. O banqueiro foi solto e teria voltado ao Rio de Janeiro, onde mora.

A decisão de Gilmar Mendes provocou vários protestos de juízes federais, delegados federais e procuradores da República, que questionaram o posicionamento do presidente do Supremo.

No sábado, o ministro Tarso Genro (Justiça) disse que a soltura de Dantas cria a possibilidade de ele deixar o país, fugindo assim de uma de nova prisão. "A possibilidade [de fuga] realmente existe", disse.

Além de Dantas, foram presos durante a operação o investidor Naji Nahas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e mais 14 pessoas. Com exceção de Hugo Chicaroni, que continua preso, todos já foram soltos.

Investigações

Segundo a PF, as investigações começaram há quatro anos, com o desdobramento das apurações feitas a partir de documentos relacionados com o caso mensalão. A partir de documentos enviados pelo STF para a Procuradoria da República no Estado de São Paulo, foi aberto um processo na 6ª Vara Criminal Federal.

Na apuração foram identificadas pessoas e empresas supostamente beneficiadas no esquema montado pelo empresário Marcos Valério para intermediar e desviar recursos públicos. Com base nas informações e em documentos colhidos em outras investigações da Polícia Federal, os policiais apuraram a existência de uma organização criminosa, supostamente comandada por Daniel Dantas, envolvida com a prática de diversos crimes.

Para a prática dos delitos, o grupo teria possuído empresas de fachada. As investigações ainda teriam descoberto que havia uma segunda organização, formada por empresários e doleiros que supostamente atuavam no mercado financeiro para lavagem de dinheiro. O segundo grupo seria comandado pelo investidor Naji Nahas.

Além de fraudes no mercado de capitais, baseadas principalmente no recebimento de informações privilegiadas, a organização teria atuado no mercado paralelo de moedas estrangeiras. Há indícios, inclusive, do recebimento de informações privilegiadas sobre a taxa de juros do Federal Reserve (Fed, o BC americano).

Comentários dos leitores
Cassio Tavares (596) 14/11/2009 22h33
Cassio Tavares (596) 14/11/2009 22h33
Fernando Fenerich, claro que eu não sei tanto quanto a D. Marisa, mas sei de FATOS E VERDADES que incomodam a muita gente. Tem um no forum que tem verdadeiro pavor quando eu coloco aqui a famosa frase do Sr. fernando Henrique : ESSES APOSENTADOS SÃO TODOS UNS VAGABUNDOS. E porque ? Porque milhões de aposentados nunca souberam que o ex-presidente os tinham tratado assim e muitos aqui não querem que eles saibam. Agora é tarde. Lixo da história é o lugar para onde 90% do povo brasileiro já mandou alguns ex-presidentes, que nem têm coragem de se candidatar a nada, porque já sabem o resultado. Em 2.010 espero encontrá-lo aqui no forum. Combinado ? sem opinião
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Jorge Bronze (40) 14/11/2009 19h56
Jorge Bronze (40) 14/11/2009 19h56
É simples que os petistas expliquem à população, porquê toda a cúpula do PT, no dia seguinte as denuncias do Jeferson, se reuniu a portas fechadas o dia inteiro na prefeitura petista em Guarulhos. Elementar meus caros, traçar metas para abafar a tremenda corrupção exercida por este partido e o pior, estou crente que vai acabar em pizza, mesmo com provas materiais, esta justiça brasileira é podre e comprada, já sentí isso na vida. sem opinião
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Fernando Fenerich (86) 14/11/2009 19h30
Fernando Fenerich (86) 14/11/2009 19h30
Cassio Tavares, Lulla e sua turma tem um destino certo : a lata de lixo da história do Brasil sem opinião
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