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Brasil
14/07/2008 - 19h27

Comissão de Ética Pública, vinculada à Presidência, deve examinar denúncias contra Carvalho

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RENATA GIRALDI
colaboração para a Folha Online

A Comissão de Ética Pública vinculada à Presidência da República deve examinar as denúncias de envolvimento do chefe de gabinete do presidente da República, Gilberto Carvalho, no suposto vazamento de dados da Operação Satiagraha, da Polícia Federal. A Folha Online apurou que a reunião está marcada para daqui a três semanas, no dia 4 de agosto.

Nesta segunda-feira, Carvalho divulgou nota oficial à imprensa, na qual confirmou ter conversa com o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) quando lhe foram pedidas informações sobre a participação de um militar, ligado ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional) em investigações envolvendo Humberto Braz --funcionário do banqueiro Daniel Dantas.

Mas Carvalho negou que tenha fornecido informações sigilosas a Greenhalgh. Segundo ele, apenas respondeu que o militar não cumpria funções vinculadas à Presidência da República.

Carvalho retornou hoje de férias que passou em Goiás. "Eu estou tranqüilo e vocês podem ficar tranqüilos também", afirmou o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Vou divulgar uma nota [com as informações questionadas pela imprensa]."

Na semana passada o jornal "Estado de S. Paulo" divulgou reportagem na qual associava o chefe de gabinete do presidente Lula ao vazamento de informações para o ex-deputado do PT de SP sobre as investigações da Operação Satiagraha que envolviam o ex-banqueiro Daniel Dantas.

De acordo com a reportagem, Greenhalgh e Carvalho teriam conversado por telefone. No diálogo o ex-deputado teria pedido detalhes sobre as investigações a Carvalho, que teria prometido buscar os dados.

Na semana passada o vice-presidente da República, José Alencar, defendeu Carvalho. "O Gilberto é uma das pessoas raras do ponto de vista do comportamento: como chefe de família, cidadão e homem público", disse Alencar.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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