Brasil
14/07/2008 - 20h14

Procuradores voltam a se manifestar contra presidente do Supremo

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colaboração para a Folha Online

Inconformados com a concessão do segundo habeas corpus pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, ao banqueiro Daniel Dantas, preso durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, os procuradores da República voltaram a se manifestar contra a decisão nesta segunda-feira.

Em um novo comunicado, os membros do Ministério Público Federal afirmam que, com a concessão dos habeas corpus, em tempo recorde, "as instituições democráticas brasileiras foram frontalmente atingidas".

Em uma carta aberta com 45 assinaturas, os procuradores já haviam se manifestado na semana passada, logo após a primeira decisão do presidente do STF, que livrou o banqueiro da prisão dois dias após ele ter sido preso, na terça-feira (8).

Preso novamente dez horas depois de ser libertado --por decisão do juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal--, Daniel Dantas deixou a prisão no dia seguinte, mais uma vez beneficiado por habeas corpus concedido pelo ministro do STF, Gilmar Mendes.

A decisão provocou nova reação dos procuradores, subindo para 179 o número de membros do Ministério Público que aderiram ao manifesto.

Leia abaixo a íntegra do novo comunicado dos procuradores:

"Comunicado

Os Procuradores da República subscritores da Carta de 11 de julho reafirmam que as instituições democráticas brasileiras foram frontalmente atingidas pelas decisões liminares proferidas, em tempo recorde, pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal, em flagrante supressão de instâncias, bem como pela inaceitável remessa de decisões judiciais para órgãos administrativos disciplinares, impondo grave risco à independência funcional de Magistrado Federal."

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (711) 08/11/2009 10h01
Igor Bevilaqua (711) 08/11/2009 10h01
Não sei se o Delegado Protógenes vai dar certo como político..., parece que gente "honesta e ética"..., não é benvinda em nenhum dos poderes. sem opinião
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Joel Saraiva (124) 08/11/2009 00h37
Joel Saraiva (124) 08/11/2009 00h37
Até onde, ser correto, honesto, investigativo, leal, imparcial, honrando sua Instituição, o Dr. Protógenes Queiroz, Delegado de Polícia Federal, pode ter "pecado", em suas apurações, no caso em questão? Culpado por ter apurado ao "fundo do poço", colhendo provas, e propondo indiciamentos no caso Satiagraha? Atingiu quem não deveria? Ou seja, "riscou um palito de fósforo, no palheiro"? Que crime cometeu, o Dr. Protógenes? Que Brasil é esse, onde o crime impera, e quando homens do bem, combatem o mal, são cercados e vilipendiados em suas atitudes e decisões? Coma fazer polícia, com mãos atadas? Onde está o direito delegado à Autoridade Policial, para apurar, indiciar, e mandar a Juízo, os envolvidos em crimes e falcatruas, para que o Magistrado, às duras penas da Lei, julgue e condene? Quando as causas preocupam os atingidos, começo a ficar preocupado, não sei o que fazer. Política não deve ser misturada com Polícia, cheira mal. Toda intervenção numa investigação, absolve o culpado. Creio plenamente, que o sr. Ministro Tarso Genro, coerente, sábio, saberá interpretar, as Leis, o anseio do povo por Justiça. O Brasil precisa de homens íntegros, probos, de moral ilibada, para seguir adiante, na caminhada, como um verdadeiro líder do Continente Sulamericano, assim, esperamos. Joel Carlos de Almeida Saraiva, Investigador de Polícia, dos Altos do Jaraguá, São Paulo, Brasil. 3 opiniões
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flavio teodoro (2) 07/11/2009 20h34
flavio teodoro (2) 07/11/2009 20h34
E MEU POVO O BRASIL E UM DOS POUCOS LUGARES DO MUNDO ONDE OS INVESTIGADORES BONS TEM SUA CARREIRA DERRUBADA POR POLITICOS E BANQUEIROS, E UMA PENA, FICA AQUI A MINHA SOLIDARIEDADE AO Sr.PROTOGENES sem opinião
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