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Brasil
14/07/2008 - 20h07

Em meio às críticas, Gilmar Mendes entra em recesso a partir de sexta

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Em meio às críticas de procuradores e magistrados sobre sua atuação nos desdobramentos da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, o presidente do STF (Supremo tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, entra em recesso a partir de sexta-feira (18). Como o Poder Judiciário está em recesso desde o início de julho, a exemplo do que ocorre anualmente, Mendes vai deixar o comando do STF com o vice-presidente, ministro César Peluzo.

Entre os ministros do tribunal, é praxe haver um revezamento entre o presidente e o vice do tribunal para o plantão que ocorre durante o recesso judiciário. Mendes se comprometeu em ficar durante a primeira quinzena do recesso, prazo que termina na sexta.

Com o início das férias, o presidente do STF só voltará às suas atividades no início de agosto, deixando para Peluzo decisões que envolvam a Operação Satiagraha até o mês que vem --quando o Judiciário retoma suas atividades.

Peluzo vai analisar o tema somente por 13 dias, uma vez que o ministro Eros Grau deve assumir o caso porque foi designado para analisar o habeas corpus apresentado pelo banqueiro Daniel Dantas para conquistar a liberdade, mas estava de férias. No seu retorno, o caso passará às suas mãos.

Crise

Mendes abriu uma crise no Poder Judiciário depois de decidir libertar, pela segunda vez em uma semana, o banqueiro Daniel Dantas da carceragem da Polícia Federal em São Paulo. Ele foi preso na última terça-feira (8), sob suspeita de corrupção e de promover lavagem de dinheiro, entre outros crimes, na Operação Satiagraha da PF.

O juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal, foi responsável pelos dois pedidos de prisão do banqueiro, mas as prisões foram revogadas por determinação de Mendes --o que irritou juízes e magistrados por contrariar a decisão de Sanctis.

Procuradores da República articulam apresentar ao Senado um pedido de impeachment do presidente do STF em razão da sua atuação nos habeas corpus de Dantas. A Folha Online apurou que a iniciativa do pedido de impeachment contra Mendes partiu de procuradores em São Paulo e seria encabeçada por Ana Lúcia Amaral, do Ministério Público Federal no Estado.

Ainda nesta segunda-feira, magistrados do TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região realizam um ato público para reafirmar posição em favor do princípio da independência do Judiciário. Na prática, é um protesto contra Mendes.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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