Yeda tem rejeição de quase 50%, diz Ibope
GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre
Com a imagem arranhada por uma crise política, a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), enfrenta a rejeição de quase metade da população de Porto Alegre. Pesquisa do Ibope indica que 48% da população considera ruim (15%) ou péssimo (33%) o governo da tucana. Bom e ótimo somam 18%, enquanto 33% avaliam o governo como regular.
O levantamento, encomendado pelo grupo RBS, ouviu 602 pessoas em Porto Alegre entre os dias 8 e 10 de julho.
"É inaceitável 33% de péssimo. Significa que 33% das pessoas acham que a vida delas piorou", disse a governadora na tarde desta segunda-feira. Ela não questionou o alto grau de insatisfação demonstrado pela pesquisa, mas atribuiu a má avaliação à falta de informação da população às ações de governo. "Porto Alegre precisa receber mais informações do governo."
O desgaste de Yeda tem duas origens: escândalos de corrupção e a situação financeira do Rio Grande do Sul.
Em novembro de 2007, a PF desmontou um esquema que desviou R$ 44 milhões do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), que resultou numa ação criminal contra 40 pessoas, entre eles o empresário tucano Lair Ferst, que atuou na campanha da governadora. Como desdobramento da crise, quatro integrantes do primeiro escalão foram demitidos.
O ajuste feito para enfrentar o déficit fiscal, que fechou 2007 em R$ 1,2 bilhão, manteve os salários do funcionalismo congelados. Só a partir do próximo mês haverá um aumento salarial decorrente de uma lei aprovada em 1998, depois que muitos servidores já haviam obtido reajustes na Justiça.
Ontem, Yeda anunciou medidas para combater a corrupção no governo. Ela assinou decretos criando um comitê para centralizar todas as informações de controle interno de governo e um portal para publicar os gastos de governo na internet. Não houve o anúncio de novos secretários, uma das reivindicações de sua base aliada na Assembléia Legislativa.
Casa
Ontem, o Ministério Público do TCE (Tribunal de Contas do Estado) notificou a governadora a explicar, dentro de 15 dias, a compra da casa onde vive em Porto Alegre.
O imóvel foi adquirido em dezembro de 2006, menos de um mês antes da posse da tucana, por R$ 750 mil --valor superior ao total do patrimônio declarado (R$ 674 mil). Partidos de oposição, como PT, PSOL e PV, pediram investigação do TCE sobre a transação. Depois das explicações de Yeda, o TCE decidirá se abrirá investigação sobre a evolução do patrimônio da tucana.
Yeda negou as irregularidades na compra da casa, mas não deu detalhes. Ela afirmou ter contratado advogados particulares na semana passada para responder ao pedido de informações do TCE.
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Especial


Motivados por quem é contra a "meritocracia".
Que coisa horrível essa meritocracia, não é?
Aonde já se viu? Premiar quem trabalha mais, se esforça mais, supera metas...
Que coisa absurda...
O legal mesmo, para quem pensa assim, é a aquela imensa vala comum da mesmice...
Onde quem faz mais, é porque "quer aparecer"...
Tem gente, que ainda não percebeu que estamos no século XXI...
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