Tarso admite exageros durante Operação Satiagraha
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O ministro Tarso Genro (Justiça) admitiu nesta terça-feira que houve excessos durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal. A crítica sobre os abusos foi feita ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião de coordenação política, na qual participaram o vice-presidente José Alencar e mais seis ministros.
"O presidente acha que [o uso de algemas] tem de ser exercida com cuidado, mas a conveniência de usá-las ou não é do próprio agente [policial]. O agente tem de ser criterioso para não expor as pessoas publicamente", disse Tarso.
O ministro reconheceu que houve um "erro" no que se refere à exposição de imagens dos suspeitos, uma vez que orientações expressas foram transmitidas ao diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa.
"Nós tínhamos regrado com o diretor-geral e houve um erro", afirmou Tarso. Mas, segundo ele, ainda não foi identificado o responsável pelo erro, embora confirme que haverá punição.
Em relação à utilização de algemas, Tarso disse que a legislação brasileira concede autonomia aos agentes policiais, que devem verificar se há ou não necessidade de utilizá-las.
"Ele [o agente policial] é que tem de verificar a necessidade para efetivar a custódia. Às vezes o agente usa para se proteger, às vezes porque presume que a pessoa que está sendo detida pode cometer uma insanidade", disse.
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