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Brasil
15/07/2008 - 16h09

PSOL faz abaixo-assinado contra a libertação de Daniel Dantas

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
colaboração para a Folha Online

Em nome do PSOL, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) prepara para protocolar no STF (Supremo Tribunal Federal) amanhã à tarde um abaixo-assinado contra a libertação do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, investigado pela Polícia Federal na Operação Satiagraha.

Além do abaixo-assinado, o deputado elaborou um ofício destinado a cada um dos ministros da Suprema Corte, no qual pede que dê atenção ao "clamor popular". Alencar disse ter conseguido colher ontem cerca de 500 assinaturas menos de em duas horas que ficou no centro do Rio de Janeiro.

"As pessoas estão muito indignadas com o tratamento que elas consideram privilegiado que está sendo dado ao Daniel Dantas", disse Alencar, que ontem participou de um protesto no centro do Rio. "As pessoas que conversei defendem as investigações rigorosas e aprofundadas", afirmou.

No texto do abaixo-assinado está escrito que: "Não é possível que a Justiça privilegie quem quer que seja. E, exigimos investigação rigorosa de todos os esquemas que o banqueiro Daniel Dantas e seus sócios montaram, das privatizações da era FHC [ex-presidente Fernando Henrique Cardoso] ao valerioduto [esquema de irregularidades identificado no escândalo do mensalão] do governo atual".

Para Alencar, Dantas deveria cumprir a prisão preventiva, enquanto ocorrem as investigações. Segundo o deputado, os ministros do STF devem ouvir os "apelos que vêm que das ruas". Alencar reagiu também às críticas do presidente da Suprema Corte, Gilmar Mendes, que disse que o ministro Tarso Genro (Justiça) não tem competência para opinar sobre as decisões da Suprema Corte.

"Aquele que na república tem toda a competência para opinar sobre vários aspectos da vida nacional é o cidadão comum, o 'qualquer do povo', fonte e razão do poder democrático", disse Alencar, que no ofício encaminhado aos ministros do STF acrescenta ainda que: "essas centenas de firmas [referindo-se às assinaturas do abaixo-assinado foram colhidas em menos de duas horas] expressaram uma ânsia de Justiça à altura das mais elevadas expressões políticas".

Dantas é investigado por crimes como lavagem de dinheiro e corrupção ativa, entre outros. Na semana passada, ele foi preso por duas vezes e solto outras duas pelo presidente do STF, ministro Gilmar Mendes. A decisão de Mendes criou uma crise dentro do Judiciário e com o ministro Tarso Genro (Justiça).

Além do banqueiro, a PF prendeu durante a operação o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, o investidor Naji Nahas e outras 14 pessoas. No domingo, o único investigado que estava foragido, Humberto Braz, assessor de Dantas, se entregou à polícia. Continuam presos apenas Braz e o consultor Hugo Chicaroni.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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